Por Kleber Karpov
O Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (3/Fev) um edital para a oferta de 3 mil vagas de residência médica e para a seleção de 900 médicos especialistas, com um investimento federal de R$ 3 bilhões. A iniciativa, anunciada em Brasília, visa ampliar a formação e a distribuição de profissionais em áreas classificadas como prioritárias dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), enfrentando desafios na qualificação especializada.
Com a nova oferta de 3 mil vagas de residência médica, o governo federal passa a ser responsável por mais de 60% do total de residentes no país, alcançando o equivalente a 35 mil profissionais. As bolsas de estudo, financiadas pelo governo, serão destinadas a áreas consideradas essenciais para o Sistema Único de Saúde.
A estratégia da pasta, desenvolvida em conjunto com o Ministério da Educação, busca ampliar significativamente a oferta e a distribuição desses profissionais em todo o território nacional. Essa política, que faz parte do programa Agora Tem Especialistas, já resultou na criação de 806 novos programas de residência médica. Dados recentes do Ministério da Saúde indicam um crescimento notável em algumas especialidades. Houve um aumento de aproximadamente 15% no número de vagas em cirurgia oncológica e em neurologia pediátrica no último ano. A área de oftalmologia registrou um crescimento de 14%, enquanto a radioterapia teve um acréscimo de 10% nas vagas.
Mais Médicos especialistas
Além das vagas de residência, o Ministério da Saúde publicou um edital para a seleção de 900 médicos especialistas. Estes profissionais serão distribuídos em 16 especialidades prioritárias para o SUS, incluindo anestesiologia, cirurgia geral, radiologia, mastologia, ginecologia e oncologia clínica. O foco da atuação desses médicos será em regiões remotas, de alta demanda e que apresentam maior vulnerabilidade social. Atualmente, o programa conta com 583 médicos especialistas em atuação por todo o país, com a maioria trabalhando no interior (48,7%) e nas regiões metropolitanas (34%). Com o novo edital, a expectativa é que o número total de profissionais chegue a 1.500.
Desafios e parcerias
Em coletiva de imprensa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou que essas ações não são isoladas. Ele destacou que fazem parte de uma série de políticas integradas, voltadas para a formação profissional em saúde e desenvolvidas em parceria com o Ministério da Educação. Padilha explicou que o Sistema Único de Saúde enfrenta dois grandes desafios. O primeiro é a própria formação profissional, especialmente a de ensino superior em saúde, focando na formação especializada, tanto a residência médica quanto a formação multiprofissional.
“A gente não faz sistema de saúde sem bons profissionais formados, sem qualificação permanente, sem atualização permanente desses profissionais. E sem as nossas instituições formadoras se abrirem para isso”, disse Padilha.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.









