24.5 C
Brasília
01 fev 2026 22:58

MPRJ denuncia delegado Maurício Demétrio por discriminação e injúria racial

Comentários racistas ocorreram em mensagens no aplicativo Whatsapp

Por Douglas Corrêa

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), denunciou o delegado de Polícia Civil Maurício Demétrio Afonso Alves pelos crimes de discriminação e injúria racial. A denúncia relata três episódios em que o delegado mostrou seu desprezo por pessoas de cor preta ou fez ofensas racistas.

Todas as falas ocorreram por meio do aplicativo Whatsapp. Em um dos casos, em outubro de 2018, Demétrio chama uma delegada aposentada de “macaca” e “criola”. Da mesma forma, em 2020, Demétrio utiliza em uma conversa a expressão “tinha que ser preto” ao se referir ao então ministro da Educação.

Outro episódio foi em março de 2018, quando o então delegado ironiza a morte da vereadora Marielle Franco, “que, no contexto do que restou demonstrado com a prova dos autos, assim o fez por preconceito racial, certo que a falecida vereadora era mulher de cor preta”, diz a denúncia.

Além da condenação pelos dois crimes, o MPRJ requer que o delegado seja condenado a pagar R$ 100 mil pelos danos morais causados à delegada, bem como R$ 100 mil a título de dano moral coletivo.

Condenação
Em janeiro deste ano, o delegado Maurício Demétrio Afonso Alves, preso desde 2021, foi condenado a 9 anos e 7 meses de prisão por obstrução de Justiça. A pena também estabelece a perda do cargo público e pagamento de 52 dias de multa.

De acordo com a decisão, o delegado criou um complexo plano, que contou com a instauração de procedimentos policiais e administrativos fraudulentos e manipulação da imprensa, entre outras ações.

A decisão também ressalta o alto padrão de vida de Maurício Demétrio, com inúmeros registros de gastos com aluguel de mansões, utilização de lanchas e viagens internacionais constantes.

A medida aponta que a culpabilidade do réu é mais elevada, por se tratar de um profissional responsável por investigações de crimes, sendo um paradoxo tentar embaraçá-las.

O policial foi preso quando era titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial ( DRCPIM), acusado de chefiar esquema de cobrança de propina de lojistas do tradicional comércio de roupas da Rua Teresa, em Petrópolis, na região serrana do Rio.

Delcy Rodríguez apresenta proposta de anistia geral na Venezuela

Por Kleber Karpov A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez,...

Ex-âncora da CNN é preso por suposta participação em ato contra ICE

Por Kleber Karpov O jornalista e ex-âncora da CNN Don...

Polícia Civil prende Petro Turra, piloto acusado de espancar adolescente em Brasília

Por Kleber Karpov A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu...

Ministério da Saúde descarta ameaça do vírus Nipah para o Brasil

Por Kleber Karpov O Ministério da Saúde esclareceu nesta sexta-feira...

Três em cada dez pessoas desaparecidas no Brasil são crianças ou adolescentes

Por Kleber Karpov O Brasil registrou 23.919 casos de desaparecimento...

Destaques

Cofen pede apoio da Presidência da República à PEC 19 e correção do Piso da Enfermagem

Por Kleber Karpov A direção do Conselho Federal de Enfermagem...

Delcy Rodríguez apresenta proposta de anistia geral na Venezuela

Por Kleber Karpov A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez,...

Ex-âncora da CNN é preso por suposta participação em ato contra ICE

Por Kleber Karpov O jornalista e ex-âncora da CNN Don...

Polícia Civil prende Petro Turra, piloto acusado de espancar adolescente em Brasília

Por Kleber Karpov A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu...

Polícia Militar de São Paulo terá esquema especial para atendimento a mulheres no Carnaval

Por Kleber Karpov A Polícia Militar de São Paulo deve...