UPAs devem receber adequação estrutural de para receber pacientes com Covid-19, aponta Jorge Vianna

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Deputado aponta ser necessário adequação estrutural das UPAS, com instalação de exaustores para promover troca de ar, no ambiente interno das unidades, para reduzir risco de transmissão do coronavírus nas unidades de saúde

Por Kleber Karpov

Na quinta-feira (15/Mai), a Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF) confirmou um total de 50 profissionais de saúde contaminados pelo novo coronavírus (Covid-19), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Samambaia, sob gestão do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IGESDF). O caso chamou atenção do deputado distrital, Jorge Vianna (Podemos), que preside a Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC), da Câmara Legislativa do DF (CLDF). O parlamentar aponta a necessidade de adequações nas UPAS, para atendimento de pacientes com Covid-19.

Vianna aponta que as UPAs, estruturalmente, não são preparadas para o acolhimento de pacientes com Covid-19. Isso porque as unidades não dispõem de sistema de exaustão que promova a troca de ar, eficiente, o que permite a fácil circulação do vírus e contaminação das pessoas.

“A minha preocupação nas UPAS se deve, principalmente, por conta da estrutura física. As UPAS, ao serem projetadas, não foi pensado em possível contaminação pelo ar, pois essas unidades não têm vazão para saída do ar. Elas têm apenas ar condicionado, então é necessário que haja exaustores, para tirar o ar de dentro da UPA para o ambiente externo.”, disse.

Segundo Vianna, para que as UPAS possam receber pacientes com Coronavírus, vírus também transmissível pelo ar, que as unidades passem por adequação, de modo que recebam sistema de exaustores. “É necessário que seja realizado uma avaliação, por equipe de engenharia, e que façam essa mudança, de colocação de sistema de exaustão, imediatamente.”, apontou Vianna.

Treinamento

O deputado chamo atenção, ainda, para a necessidade de se garantir aos profissionais de saúde que atuam nas UPAS, o recebimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), em quantidade necessária. Mas, principalmente, a realização de treinamento de capacitação, para lidar na linha de frente, no enfrentamento a pandemia, em especial a paramentação e desparamentação – uso e retirada dos EPIs.

“É importantíssimo que os profissionais de saúde das UPAs, recebam os EPIs, que usem de acordo com as diretrizes e o tempo de vida útil do item, pois temos máscaras, descartáveis, por exemplo, e que devem ser usadas no máximo por algumas horas. E o mais importante, que eles recebam treinamento em relação a como proceder na paramentação e desparamentação. Só assim garantiremos o mínimo de proteção a esses trabalhadores, tanto no ambiente de trabalho, como em suas casa, com suas famílias.”, apontou Vianna.

Covid-19 em Samambaia

De acordo com a SES-DF a UPA Samambaia tem um total de 200 colaboradores e, dentre os 50 que testaram positivo para o coronavírus há técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos.

O IGESDF considera que a contaminação na unidade se deu em “decorrência do aumento de números dos casos confirmados na capital”. Apenas a Região Administrativa (RA) Samambaia, contabilizou 173 casos confirmados e um total de cinco óbitos por covid-19. A cidade está posicionada na 4ª RA com mais infectados no DF.

UPAS

Consideradas portas de entradas no SUS, intermediárias, entre a atenção secundária e terciária à saúde, originalmente, as UPAS, atendem a padrões de dimensionamentos, e têm critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Dentre esses, a de não realizar a internação de pacientes, por período superior a 24 horas.

Atualmente, o IGESDF é responsável por gerir, além dos hospitais de Base do DF (HBDF) e Regional de Santa Maria (HRSM), seis UPAS no DF. O GDF anunciou, em março, a construção de outras sete unidades, no DF.

Com informações de Jorge Vianna