Rodrigo Rollemberg assume Governo do Distrito Federal

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Primeiro de Janeiro de 2015. Essa pode vir a ser a data de um novo marco para o Distrito Federal, ocasião em que tomou posse o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), o vice-governador Renato Santana (PSD). O evento ocorreu na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), e a o recebimento da faixa do ex-governador Agnelo Queiroz (PT) no Palácio do Buriti.  O nome de Rollemberg à frente do GDF traz uma série de expectativas, vem repleto de símbolos e de significados para a população do DF.

Geração Brasília
Como bem o disse o vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), desembargador, Cruz Macedo, durante a Sessão Solene de diplomação dos candidatos do DF eleitos (18/Dez): “A geração Brasília chegou ao poder”. Embora Rollemberg tenha vindo para Brasília ainda criança, foi na Capital Federal que cresceu, iniciou e consolidou a carreira política.

Dona Bela e Danúbio Martins, amigos de Rodrigo Rollemberg
Dona Bela e Danúbio Martins, amigos de Rodrigo Rollemberg Foto: Kleber Karpov

O amigo de Rollemberg, ex-administrador de Núcleo Bandeirante, Danúbio Martins lembra: “Na sua juventude ele percorria todas as feirinhas e também as casas Agropecuárias em todo o Distrito Federal, para distribuir seus produtos. Seu prazer era trabalhar diuturnamente para abastecer o comércio. A maior compradora de cisnes, patos e outras aves, quando nosso governador ainda era um jovem empreendedor era dona Bela, da Feirinha do Núcleo Bandeirante. Ela era uma defensora ‘ferrenha’  do nosso governador Rollemberg, a amiga da juventude”, afirma Martins.

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O vice também é representante legítimo do DF. Santana nasceu em Brazlândia e mudou para Ceilândia onde mora até o presente momento. Prestes a completar 14 anos de casados, a esposa, Danúbia Neres, fala da determinação do Vice-Governador em defender um DF igual para todos: “Fiquei extremamente emocionada ao ver a consagração de um ideal de luta e garra.”, afirma.

 Politicamente, projetou-se após assumir a Administração de Ceilândia. Isso durante o período em que o presidente PSD e deputado federal recém-eleito, Rogério Rosso, foi governador do DF entre Abril e Dezembro de 2010, à época pelo PMDB.

Renato Santana em Ceilândia
Renato Santana em Ceilândia Foto: Arquivo Pessoal

Por crescerem no DF, conhecem como ninguém a realidade da população. Tanto Rollemberg quanto Santana acompanharam de perto a história do DF, da efervescência ao apagão cultural nas décadas de 80 e 90; das favelas e invasões que foram transformadas em assentamentos em novos bairros, a exemplo da quadra 50 do Gama ou ainda em novas cidades, a exemplo de Samambaia, Santa Maria, Riacho Fundo I e II, Recando das Emas, Estrutural; do crescimento da indústria e do comércio; da infraestrutura, e de outras tantas demandas. Nesse contexto, pode-se esperar uma gestão do Executivo direcionada não somente as prioridades do Plano Piloto, mas também voltada a resolver os problemas estruturais também das DF.

Resgate do DF
Embora os novos governos sejam marcados pelos primeiros 100 dias, a equipe de transição de Rollemberg trabalhou com projeção dos 120 dias de governo, com direito a um plano de contingenciamento. Isso porque os 100 dias que antecederam a posse do novo governador foram marcados por um ‘apagão de gestão’ de Agnelo.

O DF se tornou capa e manchete dos principais jornais do país, com sucessivas paralisações de empresas prestadoras de serviços, do funcionalismo público, de fornecedores de produtos. Um rombo estimado em mais de R$ 3 bilhões levantados tanto pela equipe de transição de Rollemberg, quanto pelo Tribunal de Contas do DF (TCDF).

Com isso, profissionais da Educação, da Saúde, trabalhadores do transporte públicos tiveram que cruzar os braços e os serviços ficaram comprometidos.

A gestão de Agnelo, ficou marcada por investimentos equivocados, a exemplo do investimento em mais de R$ 2 bilhões, na derrubada e reconstrução do Estádio Nacional Mané Garrincha ou ainda de obras de mobilidade urbana para dar suporte à Copa do Mundo de 2014. Outras marcas do governo Agnelo também repercutirão na gestão de Rollemberg. As inaugurações simbólicas a exemplo de Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs), Centros de Atendimento Psicossociais (CAPs) e até do Centro Administrativo do DF (CADF), essa realiza no último dia de governo deixará uma dívida mensal de cerca de R$ 17 milhões.

Anseios e expectativas

Greves de professores e profissionais de saúde em Dezembro Foto: Elton Rodrigues
Greves de professores e profissionais de saúde em Dezembro
Foto: Elton Rodrigues

O caos financeiro em consequência de uma administração deficiente transformou as esperanças da população do DF em frustração e reprovação do governo de Agnelo. O resultado foi a resposta da população nas urnas ao dizer não à Agnelo em primeiro turno bem como à Frejat em segundo.

A população sinalizou ao Governador que deseja ter uma gestão que não priorize questões de fato importantes e relevantes à sociedade brasiliense. A união de forças de Rollemberg e Renato consolidada entre as lideranças do PSB, PSD, PDT, SD e REDE, conduzidos por Hélio Doyle (PSB), permitiram que a dupla pudesse se posicionar em relação aos questionamentos e anseios da sociedade.

Mais que isso, assume um governo que soube dialogar com a população e tem o desafio, de trazer dignidade e orgulho à população do DF.

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