Pacientes internados no HBDF vivem sucessões de jejuns enquanto aguardam cirurgias

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Debilitados, pacientes são obrigados a ficar mais de 10 horas sem refeição, enquanto aguardam vagas para procedimentos cirúrgicos

Por Kleber Karpov

Na manhã desse domingo (16/Jul), uma acompanhante de um paciente internado no Hospital de Base do DF (HBDF), fez denúncia e pediu socorro ao Política Distrital (PD). As pessoas internadas são obrigadas a fazerem jejum diariamente, na expectativa de surgimento de vagas para realização de procedimentos cirúrgicos.

Segundo o acompanhante, que pede sigilo de identidade, os pacientes internados no HBDF vivem uma verdadeira ‘saga’. Na expectativa de passar por procedimento cirúrgico, são obrigados a ficarem de jejum, por vários dias, as vezes, por mais de 12 horas, enquanto aguardam pela cirurgia, porém, os procedimentos eletivos, em geral são cancelados.

“Precisamos de sua ajuda. Há pacientes internados no H base (sic), com todo tipo de gravidade. Alguns com câncer, outros com hemorragia, cálculo renal, há pacientes idosos, que são obrigados a ficar até as 18h de jejum, para passar por um procedimento cirúrgico e no final o médico diz que não surgiu vaga. Se surgir, vão para fazer o procedimento, mas há pacientes internados a dias passando por essa tortura enquanto a doença fica agravada, não têm água quente para tomar banho. Por favor, nos ajude”, disse.

De acordo com o acompanhante, esse é o caso da senhora Alminda Rosa, de 75 anos, diagnosticada com câncer de bexiga que apresenta sangramento. “Dessa idade e está sendo obrigada a passar por isso. É uma tortura, disse ao observar que “O pronto socorro está lotado, pacientes pelos corredores., concluiu.

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Ao ser questionada por PD, por meio de nota, a Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF), informou que os procedimentos cirúrgicos eletivos “estão ocorrendo normalmente e que existe mapa cirúrgico para realização das mesmas.”.

No entanto, a SES sugeriu que “Pontualmente, procedimentos podem ser adiados em razão de casos graves que chegam ao hospital e precisam ser priorizados.”.

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