Secretário se apresenta ao Conselho de Saúde do DF

Gondim garantiu aos membros amplo diálogo em busca de melhorias para o SUS

Por  Ailane Silva

Em seu segundo dia oficial de trabalho, o secretário de Saúde, Fábio Gondim, apresentou-se ao Conselho de Saúde do Distrito Federal (CSDF) e fez a primeira participação nas deliberações que, desta vez, trataram sobre a avaliação do Relatório Anual de Gestão de 2014 (RAG 2014). O documento que possui dados sobre o alcance de metas pela Secretaria de Saúde de 2014 foi aprovado em unanimidade. Durante o encontro, também foi validado pelos conselheiros o nome de Ricardo Cardoso para continuar na direção do Fundo de Saúde do Distrito Federal.

Ao compor a mesa ao lado do presidente do CSDF, Helvécio Ferreira, e acompanhado da secretária adjunta, Eliene Berg, Gondim agradeceu pela recepção, reforçou o discurso de que é necessário trabalhar com seriedade e pediu o apoio do membros do conselho para garantir o cumprimento das metas da Secretaria que serão descritas no próximo RAG, que será produzido neste ano e apresentado em 2016 ao Conselho.

“Peço não apenas para que cada membro monitore as metas, mas que participem efetivamente, inclusive, assumindo o papel de responsável por verificar os indicadores e se eles estão sendo atingidos. Na prática, essa será uma grande ajuda para Secretaria de Saúde”, enfatizou.

RELATÓRIO – Produzido pela Subsecretaria de Programação, Regulação, Avaliação e Controle (Suprac), o documento possui dados sobre o alcance de metas pela Secretaria de Saúde e dados sobre a execução orçamentária de 2014. Naquele ano, a saúde recebeu R$6,468 bilhões, sendo a maior parte (50,42%) do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), 40% do próprio Governo de Brasília e 9,26% repassados pelo Ministério da Saúde.

Quanto a evolução dos gastos, de 2010 a 2014, os recursos oriundos do Tesouro do Governo de Brasília cresceram 123%, seguido do FCDF (+64%) e, por último, o que apresentou menor aumento foram os valores repassados pelo Ministério da Saúde (+52%).

“Os recursos do Ministério da Saúde foram os que menos cresceram e do Tesouro aumentaram mais que o dobro. Nós podemos faturar mais e melhor. A Secretaria precisa disso. Sabemos que a pasta deixa de receber recursos federais por não fazer o faturamento correto”, avaliou Gondim.

O secretário citou o trabalho feito pela Eliene Berg para aumentar o faturamento em Taguatinga, quando era coordenadora, antes de assumir o cargo de secretária adjunta.

“Hoje, Taguatinga tem o maior faturamento entre os hospitais da rede. Foi um trabalho árduo, porque o número de atendimentos e serviços realizados não representava a realidade e, logo, não correspondia aos recursos recebidos”, afirmou Berg, ao destacar que essa ação deve ser feita em toda a rede para se buscar mais dinheiro.

Ao verificar os indicadores, o relatório apontou que a proporção de inspeções realizadas em imóveis para eliminação de criadouros do mosquito transmissor da dengue deveria atingir a meta de 80%, mas o número ficou em 56%. Já a execução orçamentária autorizada para comprar medicamentos chegou a apenas a 56,87% do valor disponível.

Um outro índice foi quanto à execução orçamentária dos contratos para manutenção de máquinas e equipamentos, que também ficou abaixo do valor autorizado, atinjindo apenas 57,94%. “A não execução representa contratos finalizados, máquinas sem manutenção, empresas não pagas e dificuldade do governo em contratar, já que a credibilidade foi abalada”, destacou a subsecretária da Suprac, Leila Gottems.

Entre os pontos positivos,  estão a cobertura em 66% pelas equipes da atenção básicada população estimada  e o alcance do índice de 69,18% do número de gestantes que realizaram sete ou mais pré-natais.

CONSIDERAÇÕES – Durante as deliberações, os conselheiros fizeram diversas considerações, entre elas, pediram a melhoria dos registros das ações e da verificação dos índices, para que estes estejam bem alinhados à realidade.

“Estou à disposição para ouvir as críticas construtivas e para saber dos problemas que identificarem. Quero deixar claro que quero o apoio de vocês”, disse Gondim, em resposta a um dos representantes do segmento usuários, que pediu acesso ao gabinete para debater melhorias no atendimento prestado nas unidade de saúde.

“Somos uma equipe que vai desde o secretário até o agente comunitário de saúde e precisamos da boa atuação e trabalho de todos. Precisamos da parceria de todos para ter resultados positivos”, destacou a secretária.

Neste ano, entre as ressalvas para produção do novo RAG estão: rever a Programação Anual de Saúde (PAS); elaborar o Plano de Saúde 2016-2019 até setembro de 2015; além de elaborar a PAS-2016 até dezembro de 2015 com apreciação e aprovação do Conselho.

Fonte: Agência Saúde-DF

Destaques

Urnas eletrônicas: Assinatura digital e lacração impedem alteração em sistemas eleitorais

Por Kleber Karpov O secretário de Tecnologia da Informação do...

Atitude irresponsável, diz Lula sobre Trump, após revogação de visto de embaixadora brasileira nos EUA

Por Kleber Karpov O presidente Luiz Inácio Lula da Silva...

Praça do Relógio, em Taguatinga, recebe unidade móvel de doação de sangue nesta quinta (6)

Por Kleber Karpov Uma unidade móvel para coleta de sangue...

Campanha Multivacinação 2026: confira as principais dúvidas sobre a imunização no DF

Por Kleber Karpov A Campanha Nacional de Multivacinação de 2026...

Celina Leão descola de Arruda e mantem lideranção na corrida GDF

Por Kleber Karpov A dois meses das eleições, uma nova...