Por Kleber Karpov
Profissionais da rede pública de saúde do Distrito Federal ampliaram a prevenção contra o câncer do colo do útero por meio da oferta do teste molecular DNA-HPV nas unidades básicas de saúde (UBSs). A tecnologia entrou em operação progressiva em março de 2026 nas 59 unidades das regiões de saúde Oeste e Sudoeste para rastrear o papilomavírus humano em mulheres de 25 a 64 anos sem sintomas. Até setembro, as equipes médicas concluíram mais de 9,2 mil exames com o objetivo de identificar lesões pré-cancerígenas ou tumores em estágio inicial.
A incorporação da metodologia ao Sistema Único de Saúde (SUS) permite detectar 14 genótipos do vírus associados ao alto risco oncogênico. O diagnóstico antecipado possibilita a ampliação do tempo de tratamento e eleva as chances de cura das pacientes atendidas na rede pública.
“O exame Papanicolau identifica a célula já em modificação, ou seja, quando o câncer já está instalado na célula do colo do útero, enquanto o DNA-HPV é capaz de identificar o vírus causador da doença antes que ela esteja manifestada”, explica a médica de família e comunidade da UBS 11 de Samambaia, Aline Dias.
Com a mudança gradual de protocolo, os técnicos de laboratório devem reservar o exame citopatológico Papanicolau apenas para a confirmação de casos com resultado positivo no teste molecular. “A coleta permanece sendo feita da mesma forma — é igual em ambos os exames. O que muda nessa nova tecnologia é a análise no laboratório”, destaca a médica.
Adesão ao exame
O acolhimento das equipes de saúde da família auxiliou a aposentada Maria José Gomes, de 59 anos, a realizar o rastreamento na UBS 11 de Samambaia durante as atividades da campanha Outubro Rosa. Na ocasião, os servidores também ofertaram palestras, testes rápidos e doses de vacina para a população local.
“Tinha muitos anos que eu não fazia exame de prevenção. O povo faz muito medo na gente; e, com o passar do tempo, a idade foi avançando e eu fiquei com vergonha”, relata a aposentada.
Ampliação da vacina
A transmissão do HPV ocorre por via sexual, através de lesões microscópicas na pele ou na mucosa da região anogenital, motivo pelo qual o preservativo oferece proteção parcial. Como medida central de prevenção, os profissionais do SUS distribuem gratuitamente o imunizante em mais de 100 salas de vacinação do Distrito Federal.
A aplicação foca rotineiramente em meninos e meninas de 9 a 14 anos, mas os gestores de saúde estenderam o atendimento até 31 de dezembro para adolescentes de 15 a 19 anos ainda não imunizados. Atualmente, a cobertura vacinal no território brasiliense registra 85% entre o público feminino e 70,8% entre o masculino, enquanto os responsáveis pelas campanhas de imunização buscam alcançar a meta de 90% dos jovens.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;













