Produção de mosquitos Wolbito auxiliará combate à dengue no Distrito Federal

A biofábrica de mosquitos, instalada no Distrito Federal, produzirá insetos geneticamente modificados para atuar contra a dengue e outras arboviroses.

Por Kleber Karpov

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) desenvolveu uma nova iniciativa para o controle da dengue e de outras arboviroses. Em uma biofábrica instalada no Distrito Federal, a SES-DF produz mosquitos.

Semelhante a uma fábrica tradicional, a biofábrica de Aedes aegypti vão produzir mosquitos aliados ao combate da dengue. Foto: Jhonatan Cantarelle/ Agência Saúde DF

Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia, que impede o desenvolvimento dos vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. O método busca reduzir a transmissão dessas doenças na população e tem a segurança garantida, conforme explica o coordenador de operações da Wolbito do Brasil, Caio Rabelo.

A bactéria não faz nenhum mal ao mosquito, a animais ou seres humanos, segundo o subsecretário de Vigilância à Saúde da SES-DF, Fabiano dos Anjos Martins. Além de inofensiva, a bactéria impede que os vírus se multipliquem no organismo do mosquito. O novo método é seguro e não apresenta riscos, conforme explica o coordenador de operações da Wolbito do Brasil, Caio Rabelo.

Fabricação e distribuição

O método é seguro e não apresenta riscos, tanto para os próprios insetos quanto para os seres humanos. Foto: Jhonatan Cantarelle/ Agência Saúde DF

O processo de produção dos “mosquitos amigos” começa com a chegada dos ovos encapsulados de Curitiba, no Paraná. Na biofábrica da SES-DF, os ovos são colocados em potes com água e alimento e mantidos em um ambiente com temperatura controlada, em torno de 30 graus, para melhor evolução e reprodução.

Em um período de sete a 14 dias, os mosquitos se desenvolvem de larvas e pupas para a fase adulta. Após atingir a maturidade, os wolbitos são embalados e transportados em caixas para Planaltina, Brazlândia, Sobradinho II, São Sebastião, Fercal, Estrutural, Varjão, Arapoanga, Paranoá, Itapoã, além dos municípios goianos de Luziânia e Valparaíso.

Geração autossustentável

Após a soltura, os wolbitos se reproduzem com os mosquitos selvagens, transmitindo a bactéria para as próximas gerações. O método também impede a reprodução de mosquitos selvagens. Quando um macho com a bactéria se cruza com uma fêmea selvagem, não nascem filhotes.

Gabriel Sylvestre, gerente de Implementação da Wolbito do Brasil, estima um processo autossustentável: a população de wolbitos deve crescer de forma significativa e a de mosquitos selvagens diminuir, reduzindo a transmissão de arboviroses.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Destaques

Projeto oferece consultoria jurídica gratuita e serviços do DETRAN-DF para PcD no DF

Da Redação O projeto Uma Ponte para o Futuro passa...

Temporais em Pernambuco contabiliza sexto óbito

Por Kleber Karpov O número de mortos em Pernambuco por...

GDF orienta servidores a registrar situações de assédio para fortalecer denúncias

Por Kleber Karpov O governo destacou a importância de reconhecer,...

Jorge Vianna se manifesta sobre agressão de Magno Malta a enfermeira do DFStar

Por Kleber Karpov Em uma declaração durante entrevista à Rádio...