PPSUS: Investimento em pesquisa avança na Saúde do DF

Edital destina R$ 7,5 milhões a projetos científicos no SUS. Iniciativa conta com recursos federais e distritais

Por Gabriel Silveira

Projetos voltados à melhoria da atenção à saúde no Sistema Único de Saúde (SUS) do Distrito Federal recebem novo incentivo. O edital do Programa Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde (PPSUS) foi lançado nesta semana (18), em evento realizado na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília.

Pesquisadores têm 30 dias para submeter propostas, que podem receber até R$ 350 mil cada. O montante total disponível é de R$ 7,5 milhões, sendo R$ 5 milhões do Ministério da Saúde (MS) e R$ 2,5 milhões da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), com recursos do Tesouro Distrital. Os detalhes e o edital completo estão disponíveis na página do Edital PPSUS no site da FAPDF.

Chamada pública tem valor total de R$ 7,5 milhões. Poderão ser apresentados projetos de até R$ 350 mil. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Integração entre ciência e assistência

A Secretaria de Saúde (SES-DF) ajudou a definir os eixos temáticos e linhas de pesquisa com base no levantamento da Oficina de Prioridades de Pesquisas em Saúde (OPP). Para Mabelle Roque, coordenadora de Inovação e Gestão do Conhecimento da SES-DF, investir em ciência é essencial para aprimorar a política pública de saúde.A assistência à saúde se baseia no conhecimento científico. Isso ficou evidente durante a pandemia de covid-19. Para garantir avanços no SUS, é fundamental estimular a pesquisa na área”, destaca.

Criado em 2004, o PPSUS chega à sua 8ª edição. O programa, coordenado nacionalmente pelo Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) do MS, busca descentralizar o fomento à pesquisa, considerando as necessidades locais e reduzindo desigualdades regionais.

A última adesão do DF ao programa ocorreu em 2015, durante a 6ª edição, quando foram destinados pouco mais de R$ 3 milhões – menos da metade do valor atual.

“Para continuar produzindo cuidado em saúde, precisamos priorizar iniciativas de pesquisas no SUS”, afirma a coordenadora de Inovação e Gestão do Conhecimento (CIGEC) da SES-DF, Mabelle Roque. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

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