Palestra discute Mobilização Política da Enfermagem

Conselheiro federal Gilney Guerra traçou o histórico da luta pela valorização da profissão no Brasil

Em sintonia com os debates acerca da valorização profissional, a Mobilização Política da Enfermagem foi tema de palestra ministrada pelo tesoureiro do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) Gilney Guerra, nesta quarta-feira (14/9), durante o 24º Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem (CBCENF) que acontece no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.

Diante de profissionais e estudantes, Gilney apresentou o levantamento da trajetória histórica dos projetos de lei que versam sobre a Enfermagem nas casas legislativas brasileiras. “Essa luta da Enfermagem não é uma luta de dois anos. É uma batalha de décadas. O primeiro veto das 30 horas foi na década de 50”, afirmou o conselheiro referindo-se ao projeto de lei que regulamentou a profissão em 1955, mas teve o veto do então presidente Café Filho no artigo que tratava da jornada de trabalho.

Com moderação do também conselheiro federal Wilton Patrício, participantes da jornada híbrida analisaram, ainda, a decisão do Superior Tribunal Federal (STF) que suspende, em 60 dias, a lei que determina o piso salarial da Enfermagem. “É enganosa a tese de que o piso provocará o fechamento de leitos e ondas de demissões. A Ação Direta de Inconstitucionalidade não irá se manter porque o piso é constitucional”, explica Gilney ao salientar a aprovação da emenda 124/2022 que garante a constitucionalidade do piso.

Na ocasião foram debatidas, ainda, questões que afligem o cotidiano dos profissionais e seguem com projetos de lei engavetados no Senado e na Câmara dos Deputados, como a garantia de repouso digno, a aprovação de aposentadoria especial e o fim do ensino a distância para a Enfermagem.

Enfermagem na política

Um levantamento feito pelo Cofen mostra que a presença de profissionais da Enfermagem na política vem crescendo nas últimas eleições. Em 2004, os candidatos que se declaravam como trabalhadores da Enfermagem eram 414. Em 2020 o número saltou para 1192 profissionais em carreira política.

Nas eleições do próximo mês de outubro teremos mais 400 candidaturas de auxiliares, técnicos de Enfermagem e enfermeiros concorrendo para cargos do legislativo e do executivo. Para Wilton Patrício, os números são animadores, mas não podem ser analisados como um fato isolado. “Precisamos estar atentos às eleições deste ano e elegermos, de fato, quem luta pela Enfermagem e pela saúde brasileira”, concluiu ovacionado pela plateia.


Política Distrital nas redes sociais? Curta e Siga em:

YouTube | Instagram | Facebook | Twitter

FonteCOFEN

Destaques

Urnas eletrônicas: Assinatura digital e lacração impedem alteração em sistemas eleitorais

Por Kleber Karpov O secretário de Tecnologia da Informação do...

Atitude irresponsável, diz Lula sobre Trump, após revogação de visto de embaixadora brasileira nos EUA

Por Kleber Karpov O presidente Luiz Inácio Lula da Silva...

Praça do Relógio, em Taguatinga, recebe unidade móvel de doação de sangue nesta quinta (6)

Por Kleber Karpov Uma unidade móvel para coleta de sangue...

Campanha Multivacinação 2026: confira as principais dúvidas sobre a imunização no DF

Por Kleber Karpov A Campanha Nacional de Multivacinação de 2026...

Celina Leão descola de Arruda e mantem lideranção na corrida GDF

Por Kleber Karpov A dois meses das eleições, uma nova...