Hospital Regional de Taguatinga oferece terapia comunitária para mães atípicas e cuidadoras de pessoas com deficiência

A iniciativa busca oferecer em encontros mensais, oportunidade de cuidado integral e de conexão entre mulheres que cuidam de filhos com condições que exigem atenção especial

Por Gabriel Silveira

A manhã do último sábado (17), marcou a vida de mulheres que assumem o cuidado contínuo de filhos com condições que exigem uma atenção especial em termos de saúde e desenvolvimento. A equipe multiprofissional do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) ofereceu terapia comunitária para mães atípicas e cuidadoras de pessoas com deficiência.

A programação teve início em abril, durante o mês de conscientização sobre o autismo.  Este segundo encontro mensal, realizado no auditório da unidade hospitalar, teve como foco o fortalecimento emocional. A palestra “Esvazie sua mochila” foi conduzida pela psicóloga Kisla Veiga, também técnica em enfermagem na instituição.

O projeto é coordenado pela cirurgiã-dentista Andréia Aquino. Há anos ela atua no Centro de Especialidades Odontológicas do HRT enquanto especialista em Pessoas com Deficiência (PcD). Ao longo desta jornada, ela identificou a carência no “cuidado de quem cuida”. “Eu vi essa oportunidade de oferecer para as famílias algo além do que eu ofereço como dentista. O nosso trabalho requer que a gente saia do nosso ‘quadrinho'”, analisa.

O projeto é coordenado pela cirurgiã-dentista Andréia Aquino. Ao longo da jornada enquanto especialista em Pessoas com Deficiência (PcD), ela identificou a carência no “cuidado de quem cuida”. Foto: Ualisson Noronha, da Agência Saúde-DF.

A proposta desses encontros mensais é oferecer uma oportunidade de cuidado integral; de troca de experiências e conexões com outros cuidadores; bem como um ambiente de partilha de informação e orientação especializada. “Tem sido a realização de um sonho”, complementa a cirurgiã-dentista.

Cuidando de quem cuida

Uma das integrantes do grupo é Maria Freitas, mãe do adolescente Igor, 15, com paralisia cerebral. A enfermeira da maternidade do HRT considera, sobretudo, uma honra, fazer parte desse ambiente de troca de experiências tão valiosas. “Aqui eu encontrei pessoas engajadas neste propósito de acolher e ajudar pessoas com necessidades especiais”, declara.

Os encontros acontecem mensalmente, ao longo de todo o ano. Em cada oportunidade, um novo tema é apresentado por um profissional especializado.

O trabalho é realizado de forma voluntária e conta com o apoio de diversos parceiros. Para participar é necessário inscrever-se por meio de formulário divulgado previamente no perfil oficial do grupo nas redes sociais.

Confira a programação abaixo:

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