Por Kleber Karpov
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IGESDF), registrou uma redução de 55% no índice de cancelamento de cirurgias no setor de Ortopedia e Trauma em 2025. A melhora no serviço foi alcançada por meio da reorganização de processos internos e da adoção de uma ferramenta digital, o que resultou em maior eficiência e previsibilidade para pacientes e equipes médicas.
A nova dinâmica se reflete na experiência de pacientes como Luiz Moreira, que deu entrada na unidade para colocar uma prótese no joelho e, em poucos dias, já estava em recuperação. A confirmação ágil do procedimento, comunicada diretamente aos familiares, é parte de uma mudança na organização das agendas cirúrgicas e no acompanhamento pré-internação.
“Foi tudo bem ágil. Entendemos que as informações sobre o caso dele estavam bem cuidadas e só temos a agradecer. Ele chegou, rapidamente fez a cirurgia e logo mais estará em casa”, afirma a esposa do paciente, Maria Lucineide.
Organização digital melhora o planejamento
A melhoria no fluxo de atendimentos foi viabilizada por uma maior integração entre médicos, equipe de enfermagem e área administrativa, além da implementação da ferramenta digital Airtable. A plataforma permite o acompanhamento em tempo real de diagnóstico, prioridade, tipo de procedimento e pendências, centralizando informações que antes eram gerenciadas em planilhas menos integradas.
“Com as informações organizadas em tempo real, conseguimos planejar melhor as salas, alinhar as equipes e reduzir imprevistos que antes levavam ao cancelamento das cirurgias”, explica o chefe do serviço da Ortopedia do Hospital de Base, Rodrigo do Carmo.
A divisão dos casos por tipo de problema também possibilita agrupar cirurgias semelhantes, otimizando o uso de materiais e o tempo no centro cirúrgico. “Isso gera mais eficiência, menos desperdício e mais segurança para o paciente”, completaddsaf do Carmo.
A sugestão de adotar a ferramenta partiu da auxiliar administrativa Mariana de Melo. Segundo ela, o sistema ajuda a identificar rapidamente quais pacientes já estão aptos para a cirurgia e quais necessitam de exames ou ajustes clínicos. O histórico dos pacientes também fica registrado na plataforma, facilitando o acompanhamento em casos de retorno.
“Conseguimos agrupar os pacientes por situação, ver o que está faltando e orientar os médicos com mais clareza. Isso facilita muito a organização”, relatou Mariana de Melo, ao ponderar que “Nada se perde. Temos o registro de todas as internações e conseguimos acompanhar a trajetória do paciente dentro do hospital”, concluiu.
Resultado direto para a população

Para as equipes assistenciais, a mudança trouxe mais agilidade à rotina. A centralização das informações permite que todos os profissionais envolvidos visualizem atualizações simultaneamente, melhorando a gestão de leitos e a programação cirúrgica.
“Hoje todos conseguem acessar as informações ao mesmo tempo. Se eu atualizo um dado, todos já visualizam. Isso melhora o controle dos pacientes, da gestão de leitos e da programação das cirurgias”, destaca o residente em Ortopedia, Gilson Batista.
A integração também permite que a equipe de enfermagem acompanhe as prioridades em tempo real, definindo com mais agilidade as internações necessárias e evitando atrasos. “Quando a informação circula de forma clara, o cuidado acontece com mais eficiência”, conclui o chefe do serviço.
Para Luiz Moreira, a eficiência do novo processo significou o início da recuperação sem longas esperas, resultando em uma percepção positiva sobre o atendimento recebido. “Pra mim é uma sensação boa. A previsão era a de que eu ficasse aqui aguardando por um tempo para fazer o procedimento. Agora estou feliz que vou voltar pra casa com mais qualidade de vida que antes”, celebra o paciente.










