Por Kleber Karpov
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 25 de fevereiro o julgamento definitivo acerca da suspensão de verbas indenizatórias irregulares, popularmente chamado de ‘pinduricalhos’, na esfera dos Três Poderes (05/Fev). A análise ocorre após o ministro Flávio Dino conceder medida liminar que determina a interrupção de pagamentos sem base legal no prazo de 60 dias. A votação dos magistrados deve ser realizada em sessão presencial para validar ou derrubar a determinação monocrática que atinge esferas federais, estaduais e municipais.
Impacto no teto remuneratório
A decisão foca nos chamados penduricalhos, benefícios que elevam a remuneração de servidores públicos acima do teto constitucional de R$ 46,3 mil. O ministro Flávio Dino apontou a existência de gratificações incompatíveis com a Constituição Federal, citando exemplos de benefícios extras concedidos no final do ano. “Há um fenômeno da multiplicação anômala de verbas indenizatórias incompatíveis com a Constituição”, disse Flávio Dino.
Abrangência da medida
A suspensão determinada deve ser aplicada em todo o território nacional, alcançando os poderes Judiciário, Executivo e Legislativo. O magistrado também oficiou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que apure a concessão desses valores a magistrados em unidades da federação específicas.
O julgamento presencial no final do mês deve selar o entendimento da Corte sobre a constitucionalidade dessas verbas. A medida busca garantir que nenhum servidor receba valores superiores ao subsídio dos ministros do Supremo, que serve como referência para o funcionalismo público.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.










