Família questiona hipótese de suicídio de Lucas Monte, vítima de “32 facadas”

A morte de Lucas Monte, um jovem estudante de 20 anos da Universidade de Brasília (UnB) de 20 anos, encontrado sem vida no quintal da casa de um amigo em Brasília, torna-se mais enigmática com a divulgação do laudo indicando a possível causa do óbito. Lucas estava desaparecido desde 10 de fevereiro, após sair para uma festa com amigos, e seu corpo foi descoberto em 13 do mesmo mês. As investigações sugerem possível suicídio que estaria relacionado ao uso de entorpecentes.

A mãe do jovem, Bernadete da Silva, questiona a linha de investigação que aponta para um possível suicídio. O laudo técnico revela 32 lesões perfuro-cortantes em Lucas, levantando dúvidas se foi um ato auto infligido ou se Lucas estava desacordado quando foi atingido.

“Como meu filho conseguiu dar 32 facadas em si mesmo?”, questiona Bernadete, ao contestar a narrativa inicial das autoridades.

A mãe destaca que o filho foi encontrado sem camisa, com a calça arriada até os joelhos, e a faca supostamente utilizada estava ao lado do corpo.

“Você imaginar o quadro hipotético que ele tirou a camisa e baixou a calça para depois se esfaquear não consigo imaginar o cenário neste sentido. As coisas não se encaixam”, afirma Bernardete

Outro ponto intrigante é a constatação de que a morte de Lucas teria ocorrido após as 13 horas do dia 11 de fevereiro, um dia depois do suposto desaparecimento do jovem em 10 de fevereiro.

A família também busca respostas sobre a origem da denúncia que levou à descoberta do corpo, notificada por uma fonte anônima. No entanto, a proximidade da casa onde o corpo foi encontrado com grupos de pessoas que eram amigas de Lucas levanta mais questionamentos sobre a fonte da informação de onde estava o corpo do jovem.

As investigações ainda não descartam a possibilidade de homicídio, e suspeitas de indução ao uso excessivo de drogas, omissão de socorro e ocultação de cadáver estão sendo apuradas. A polícia mantém um olhar atento para todos os aspectos do caso, considerando todas as possibilidades.

A OSC ComCausa está acompanhando a família de Lucas, e o representante da instituição, Adriano Dias, também expressou suas dúvidas: “Não temos elementos suficientes e vamos evitar especulações. Temos que respeitar a condução da polícia, mas a narrativa da investigação parece não se encaixar em uma história linear”, declara Adriano.

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