Por Kleber Karpov
O Distrito Federal registrou um marco histórico na assistência a pacientes renais, ao ampliar em 157% a capacidade de atendimento em hemodiálise de rede pública de saúde. Ao todo, a rede saltou de 70 para 180 vagas ofertadas. Expansão essa, alcançada com a reestruturação dos setores de nefrologia nos hospitais regionais de Taguatinga (HRT) e do Gama (HRG), conforme noticiado nesta quinta-feira (12/Fev).
As estruturas receberam um investimento de R$ 4,7 milhões, por parte do Governo do Distrito Federal (GDF), que passaram por modernização, ampliação e o fortalecimento do acesso a tratamentos especializados na rede pública de saúde, com vista a reduzir filas e proporcionar atendimento de qualidade.

Reestruturação
O HRT, reconhecido como o maior centro de nefrologia do Centro-Oeste e o maior serviço de hemodiálise do DF, passou por uma reforma completa do espaço. A modernização incluiu inovação no parque tecnológico, renovação das máquinas de hemodiálise e a troca integral do sistema de osmose.
A diretora de Serviços de Internação da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF), Emanuelle Ferreira Lustosa, destacou a importância da iniciativa. “O HRT é o nosso maior serviço de nefrologia e estamos aqui hoje reinaugurando esse espaço. Os pacientes terão acesso melhor e de qualidade. Todos aqueles que têm problemas renais crônicos que necessitam de suporte terão um espaço mais acolhedor para serem atendidos”, afirmou.
A modernização foi abrangente, tanto estrutural quanto tecnológica. Segundo Emanuelle Ferreira Lustosa, “a gente fez uma reforma em todo o espaço, mexeu no parque tecnológico, renovou todas as máquinas de hemodiálise e trocou o sistema de osmose. Agora, temos um sistema de osmose reversa de duplo passo, que é inédito aqui na Secretaria de Saúde.”

O espaço de nefrologia do HRT, que realizou 6.538 atendimentos em hemodiálise no ano anterior, recebeu novos pontos, pintura renovada e adequações na infraestrutura elétrica. O investimento garantiu a aquisição de 75 novas máquinas de hemodiálise para a rede pública, sendo 29 delas destinadas ao HRT. Com essa modernização, a capacidade da unidade quase triplicou, passando de 50 para 140 vagas. Inaugurado em 1974, o HRT é referência em diversas áreas e foi pioneiro ao implantar um banco de leite humano em 1978.
No HRG, o novo setor de nefrologia começou a receber pacientes na última quarta-feira (11). Os investimentos no HRG foram de aproximadamente R$ 3 milhões. A reestruturação incluiu a troca integral do sistema de osmose com tecnologia de duplo passo, a aquisição de 16 novas máquinas de hemodiálise, novos monitores multiparamétricos, poltronas específicas, rede de gases medicinais, além de adequações elétricas, hidráulicas e de climatização.
A capacidade oficial hospitalar de hemodiálise do HRG dobrou, passando de 20 para 40 vagas. Adicionalmente, o hospital passou a oferecer suporte dialítico para dois pacientes por turno no box de emergência e ampliou o atendimento para 20 leitos de UTI com suporte para hemodiálise. Essa medida fortalece o cuidado aos pacientes críticos, reduz a fila de egressos da UTI e aumenta o giro de leitos, contribuindo para uma desospitalização mais segura.
De acordo com Emanuelle Lustosa, a ampliação tem um impacto direto e positivo na dinâmica hospitalar. “O maior impacto é para aquele paciente que está aguardando vaga de UTI. A gente vai conseguir atender esse paciente aqui, ele vai conseguir sair da UTI, e aquele que está no pronto-socorro poderá ir para a UTI. O giro de leito do hospital vai ser maior e vamos conseguir dar uma assistência de qualidade a todos os nossos pacientes”, detalhou.
Qualidade de vida
Ana Selma Carvalho da Silva, cuidadora de idosos de 34 anos e paciente da unidade, que realiza sessões três vezes por semana, relatou as melhorias após a reforma. “Antes era tudo mais bagunçado, parede descascando, tinha equipamento que não funcionava muito bem. Agora está muito bom, a gente se sente mais acolhida”, contou. Ela também enfatizou: “Aqui o acolhimento é melhor. A qualidade dos enfermeiros para tratar a gente faz muita diferença.”
Gladson Paiva, responsável técnico-administrativo da unidade de nefrologia do HRT, ressaltou que a modernização não apenas amplia a quantidade de atendimentos, mas também a segurança do tratamento. O médico afirmou que “o impacto positivo se traduz no aumento da capacidade de atendimento e na melhoria da qualidade do tratamento, graças à renovação do parque tecnológico e à implementação de um sistema de tratamento de água de alta qualidade.”
Segundo Paiva, a previsão é que o número de sessões semanais no HRT salte de 224 para 435, o que representa quase o dobro da capacidade em relação ao período anterior à reforma.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











