Por Kleber Karpov
A deputada federal Rosana Valle (PL-SP) protocolou na Câmara dos Deputados, em (17/Ago), um requerimento direcionado ao Ministério da Saúde para solicitar a incorporação do medicamento succinato de ribociclibe ao Sistema Único de Saúde (SUS). A indicação, apresentada no âmbito da Consulta Pública nº 61/2026 da Conitec, tem como objetivo disponibilizar o fármaco para o tratamento adjuvante de pacientes adultas com câncer de mama em estágio inicial, receptor hormonal positivo (RH+), HER2 negativo, linfonodo positivo e com alto risco de recorrência.
O câncer de mama é o tipo de tumor com maior incidência entre as mulheres no país, desconsiderando os casos de pele não melanoma. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio de 2026 a 2028, são esperados 78.610 novos casos anualmente, o que representa um risco de 71,57 casos a cada 100 mil mulheres. A proposta da deputada foca no subtipo mais comum da doença, que corresponde a cerca de 70% dos diagnósticos.
Este subtipo, caracterizado pela presença de receptores hormonais positivos e HER2 negativo, geralmente apresenta uma evolução mais favorável. Contudo, o risco de a doença retornar anos após o tratamento inicial persiste, especialmente em pacientes consideradas de alto risco. A discussão sobre a incorporação do ribociclibe visa justamente atender a este grupo, buscando reduzir as chances de recorrência do câncer.
Incorporação ao SUS
No documento oficial, a parlamentar argumenta que a inclusão do medicamento no SUS ampliaria as opções terapêuticas para mulheres que já enfrentaram as etapas iniciais do tratamento. A justificativa ressalta que, no estágio inicial da doença, o tratamento tem finalidade curativa, e a adoção de estratégias para reduzir a recorrência é de especial importância para preservar os resultados alcançados.
A indicação também defende que a disponibilização de mais alternativas terapêuticas permite um cuidado mais individualizado, adequado às condições clínicas e à tolerabilidade de cada paciente. Segundo o texto, ampliar as opções no sistema público significa oferecer melhores condições para que as equipes de saúde definam a estratégia mais adequada para cada caso.
Outro ponto levantado é a dimensão social da medida. O requerimento afirma que o acesso a uma nova alternativa terapêutica não deve ser condicionado à capacidade econômica da paciente. Para uma mulher que já passou pelo tratamento, a redução do risco de retorno da doença representa a possibilidade de retomar seus projetos pessoais e profissionais com maior segurança e esperança.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;













