Com R$ 2,5 bilhões em dívidas com a Previdência, JBS será ouvida, amanhã (8), em CPI no Senado

JBS compõe grupo dos cinco maiores frigoríficos devedores do sistema previdenciário brasileiro, a serem ouvidos pela CPI

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que analisa as contas da Previdência Social (CPIPREV) realiza na quinta-feira (8), às 9h, audiência pública para ouvir representantes os cinco maiores devedores da Previdência Social do setor de frigoríficos.

A CPIPREV convidou para a audiência pública, Luiz Gustavo Antonio Silva Bichara, representante da JBS; Heraldo Geres, do Marfrig Global Foods; Geraldo Antonio Prearo, do Frigorífico Margen; e ainda do Frigorífico Nicolini e da Swift Armour.

A JBS, se tornou conhecida após os irmãos Joesley e Wesley Batista protagonizarem a delação premiada homologada dos pela Procuradoria Geral da República (PGR) que envolvem aproximadamente 2 mil políticos, durante a campanha eleitoral de 2014.

Porém, uma informação ainda não chegou ao grande público. Com uma dívida previdenciária de aproximadamente R$ 2,4 bilhões, segundo dados da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) do Ministério da Fazenda (MF), a JBS é a maior devedora da Previdência Social, entre as empresas ativas no país.

O senador, Hélio José (PMDB-DF), relator da CPIPREV e responsável pelo requerimento do convite das empresas falou sobre a importância de se ouvir os representantes dos frigoríficos.

“Queremos ouvir essas empresas porque elas estão entre as maiores devedoras do sistema previdenciário brasileiro. A JBS, por exemplo, é a maior devedora da Previdência Social e queremos saber como essas empresas pretendem saldar essas dívidas.”, afirmou.

O parlamentar defende que as grandes empresas públicas e privadas, com dívidas milionárias junto ao sistema previdenciário, em geral anunciam lucros bilionários, balança essa que precisa ser equacionada.

“Não podemos admitir que empresas lucrem bilhões por ano deixem de honrar e pagar o que deve ao próprio governo. Enquanto elas enriquecem de um lado, do outro, nós temos os servidores públicos, os trabalhadores da iniciativa privada além dos aposentados e pensionistas que ficam com o ônus e pagam essa conta. O famoso ‘rombo na previdência’ é o grande exemplo disso. E isso nós não podemos admitir.”, disse Hélio José.

Hélio José é servidor público concursado do Ministério do Desenvolvimento, Planejamento e Gestão (MPOG). O parlamentar defende e espera provar que a tentativa de se atribuir o ‘rombo da previdência’ ao funcionalismo público e aos trabalhadores da iniciativa privada é equivocada.

Fonte: Ascom Senador Hélio José

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