Bye bye IPREV: Em ano de eleição CLDF garante sobrevida de Rollemberg

Mesmo com R$ 1,5 bilhão do IPREV, governador talvez tenha trabalho para reverter impopularidade e ‘marca registrada’ de péssimo gestor

Por Kleber Karpov

Por 17 votos a um, o plenário da Câmara Legislativa do DF (CLDF), aprovou, na tarde desta segunda-feira (15/Jan), a adição de créditos, no valor de R$ 1,5 bilhão, à Lei Orçamentária Anual (LOA). Do montante, R$ 1,3 bilhão, do Instituto de Previdência dos Servidores do DF (IPREV) e R$ 231 milhões provenientes de créditos judicias. Com a aprovação dos Projetos de Lei nº 1.884 e nº 1.885, em primeiro e segundo turno, o governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), ganha sobrevida para tentar reverter a imagem negativa e tentar a reeleição.

Para convencer o Legislativo, além de algumas ‘barganhas’, Rollemberg deve destinar mais de R$ 1,4 bilhão para melhorias como construção e reforma de escolas, implementação de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e para obras de infraestrutura, como viadutos e ciclovias. O governo promete destinar R$ 123,5 milhões para nomeações de concursados, com prioridades para as áreas de Educação, Saúde e Segurança.

Os distritais aprovaram ainda a destinação de R$ 73 milhões para o pagamento de pecúnias de servidores e, R$ 4,7 milhões para gratificações a servidores federais cedidos à saúde local.

Caloteiro

Dos presentes, o distrital, Raimundo Ribeiro (PPS) foi o único a votar contrário aos projetos do Executivo. O parlamentar chamou Rollemberg de “caloteiro” e lembrou os quase R$ 1,7 bilhão, do IPREV, em 2015, com a anuência da CLDF, até o momento, sem reposição.

“Em 2015, o governo retirou R$ 1,2 bilhão do Iprev e. no ano seguinte, retirou mais R$ 490 milhões. Até agora, esses recursos não foram recompostos. O governo simplesmente aplicou um calote no Iprev e agora, pela terceira vez, quer surrupiar os recursos que pertencem aos servidores públicos”, acusou.

Tal crítica também foi acompanhada pelo colega, Wasny de Roure (PT). “O governo precisa fazer recomposições, afinal os recursos do IPREV são oriundos das contribuições dos servidores”, observou.

Sobrevida

Questionados sobre a sobrevida de Rollemberg, com a posse garantida do R$ 1,5 bilhão, para reverter a imagem negativa perante a opinião pública, alguns personagens políticos conversaram com Política Distrital (PD) sobre o assunto.

“Ele [Rollemberg] chegou a tal ponto de descrédito que nada que fizer poderá resgatar um mínimo a capacidade de voltar a ser acreditado. Entrou  naquela zona cinzenta onde habitam os zumbis. Hoje a população o vê como mentiroso e essa ‘marca’ não desgruda.”, disse Ribeiro ao observar que “Não tem nem tempo para isso.”, concluiu.

O presidente do Sindicato dos Médicos do DF (SINDMÉDICO-DF), Gutemberg Fialho, também seguiu a mesma linha. “Ele [Rollemberg] já sacramentou a imagem de gestor incompetente. O povo não se engana e não é bobo.”, disparou.

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