Pandemia de Covid-19: Pico, ações e colaboração da população do DF

Esclarecimentos foram dados durante coletiva de imprensa virtual transmitida pelas redes oficiais do Governo do Distrito Federal

Por Jéssica Antunes

Quatro meses após o primeiro caso de paciente diagnosticado com a Covid-19 no Distrito Federal, o cenário é o seguinte: 73.120 casos foram confirmados e quase 80% estão recuperados, mas 958 pessoas perderam a batalha contra o vírus. Medidas de prevenção, isolamento, testagem, ampliação do número de leitos, hospitais de campanha. O GDF acompanha situação a cada minuto e enfrenta a pandemia diretamente.

80%dos pacientes com Covid-19 estão recuperados no DF

Nesta terça-feira (14), o secretário de Saúde, Francisco Araújo, o subsecretário de Vigilância à Saúde, Eduardo Hage, o presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), Jean Lima, e o subsecretário de Inovação da Casa Civil, Paulo Medeiro, fizeram balanço das ações em coletiva de imprensa virtual.

A transmissão de quase uma hora aconteceu pelas redes oficiais do Executivo local, diretamente do Centro de Coordenação das Operações do Comitê de Crise da Covid-19 no Distrito Federal (CCOP), no Palácio do Buriti. A íntegra está disponível para acesso no FacebookTwitter e também no fim desta reportagem, mas a Agência Brasília traz os principais pontos esclarecidos na 29ª semana epidemiológica da Covid-19.

O governo fez, faz e fará a parte dele. É importante que a população também faça sua porque a Covid é uma doença perigosa, ela mata.Secretário de Saúde, Francisco Araújo

“Em pandemia, nunca sabemos o dia de amanhã. Nos preparamos, mas não sabemos o que pode acontecer”, alertou o secretário de Saúde. “O governo fez, faz e fará a parte dele, não só com leitos [mais 654], mas com cuidados, informações, ações. É importante que a população também faça sua porque a Covid é uma doença perigosa, ela mata”, alertou.

Por isso, a fase de adaptação e educação foi superada. Agora, as punições previstas em decreto serão aplicadas: “Vamos cobrar para que a população cumpra a obrigação de proteger umas as outras”.

Pico no DF?

Presidente da Codeplan, Jean Lima apontou que as estimativas indicam que o DF pode estar passando pelo pico da doença. “Estamos em uma espécie de platô [cenário de estabilidade]. Não dá pra estimar exatamente quando vai começar a queda, mas até o dia 25 devemos manter o patamar de padrão de crescimento diário”, disse. É preciso avaliar dia após dia.

Ele mostrou que, nas últimas três semanas, o DF teve queda no número de infectados em termos percentuais – a média foi de 3,7% para 3,1% até que chegasse a 2,3%. “Temos tido queda no número de casos e estabilidade na demanda de leitos de UTI. Nos últimos 14 dias, tivemos demanda de 37% e novos leitos, que passou a 13% na última semana”, esclareceu o presidente. O reflexo em casos graves e de óbitos se dá mais adiante.

463 milpessoas testadas no DF

Subsecretário de Vigilância à Saúde, Eduardo Hage disse que não é possível associar a queda à variação de testagem, mas sim ao platô. “Não houve interrupção de testes. Atualmente temos 463 mil pessoas testadas – incluindo rápidos nas diversas modalidades, como PCR”, apontou.

O DF tem 14% da população testada: é a unidade da federação líder em relação ao tamanho da população em todo o país. Hoje, o entendimento é que pacientes sintomáticos devem ser testados.

Hospitais de campanha 

O Secretário de Saúde lembrou que, quando começou a pandemia, o DF tinha mais de 300 leitos de UTI na regulação normal. O governo criou estrutura para montar estruturas específicas para a doença, conforme as portarias que preconizam o Ministério da Saúde.

“Não existe fila para paciente com Covid. A regulação trabalha, dia e noite, e fortalecemos isso para que haja maior giro de leitos e celeridade na busca de pacientes, seja na alta ou na internação”, disse Francisco Araújo.

O Hospital de Campanha no Estádio Nacional de Brasília está em pleno funcionamento. Nesta semana, devem começar a ser entregues os leitos de UTI no Hospital da PM, com capacidade de 86 lugares. “A empresa está trabalhando, montando, e à medida que nos passarem o panorama, os leitos serão direcionados para o complexo regulador”, explica Francisco Araújo.

Além disso, as obras na estrutura que funcionará no Complexo Penitenciário da Papuda também estão a todo vapor: a estrutura está pronta e a entrega será em, breve.  Em Ceilândia outra unidade começou a ser erguida.

Flexibilizações 

Qualquer flexibilização nas medidas de isolamento para permitir retomada de atividades é baseada em estudos, análises e diálogo com categorias afetadas. É o que assegurou o Subsecretário de Inovação da Casa Civil, Paulo Medeiro. “As decisões são tomadas com avaliações científicas. O monitoramento é diário desde o primeiro dia, minuto a minuto”, afirmou.

Presidente da Codeplan, Jean Lima relatou que o impacto da reabertura do comércio na taxa de mobilidade foi pequeno – de 5% a 6% no fluxo de passageiros do transporte público e de 8% a 10% no volume de carros nas ruas. Também foi pouca a variação na taxa de isolamento. O auge, entre março e abril, tinha em torno de 68% de isolamento. Antes da abertura, em 25 de maio, foi para 44%. Agora, o índice é de 42,29%.

A abertura é controlada porque os setores precisam voltar. Há mais de cem dias alguns setores estão fechados, o que impacta na economia, geração de emprego e renda.Presidente da Codeplan, Jean Lima

“Com esse dado, avaliamos que o isolamento social já não é prática adotada pela população”, apontou o gestor. “A abertura é controlada porque os setores precisam voltar. Há mais de cem dias alguns setores estão fechados, o que impacta na economia, geração de emprego e renda. Ao mesmo tempo, a saúde ganhou tempo para colocar mais leitos de UTI – em 14 dias, foram 43% novos leitos. É esse tipo de avaliação que fazemos”, esmiuçou o presidente da Codeplan.

Na quarta-feira (15), o calendário de flexibilizações permite abertura de bares e restaurantes. “Não estamos voltando às condições normais, mas retomando a atividade econômica em ambiente controlado”, orientou Jean Lima. De acordo com ele, a responsabilidade também é dos estabelecimentos, que não podem permitir aglomerações, deve exigir uso de máscara e tenham álcool em gel, além de manter a distância de mesas.

Mais um ponto esclarecido é a estratégia de fechamento total das atividades não essenciais em Ceilândia, Sol Nascente/Pôr do Sol. Ela visava um processo de reeducação da população, com entrega de máscaras, kits de higiene e conscientizando. “São locais onde a comunidade é mais vulnerável e dependente do transporte público. Precisa ter atenção especial.”

O alerta é uníssono: se for necessário, o governo poderá voltar atrás e determinar fechamentos por atividades ou região.

Fonte: Agência Brasília

Destaques

Urnas eletrônicas: Assinatura digital e lacração impedem alteração em sistemas eleitorais

Por Kleber Karpov O secretário de Tecnologia da Informação do...

Atitude irresponsável, diz Lula sobre Trump, após revogação de visto de embaixadora brasileira nos EUA

Por Kleber Karpov O presidente Luiz Inácio Lula da Silva...

Praça do Relógio, em Taguatinga, recebe unidade móvel de doação de sangue nesta quinta (6)

Por Kleber Karpov Uma unidade móvel para coleta de sangue...

Campanha Multivacinação 2026: confira as principais dúvidas sobre a imunização no DF

Por Kleber Karpov A Campanha Nacional de Multivacinação de 2026...

Celina Leão descola de Arruda e mantem lideranção na corrida GDF

Por Kleber Karpov A dois meses das eleições, uma nova...