A política que está aí faliu, aponta Alexandre Guerra, pré-candidato ao GDF

Alexandre Guerra, pré-candidato do Partido Novo para disputar o Palácio Buriti defendeu, em entrevista à Associação de Blogueiros  do Distrito Federal e Entorno (ABBP), um governo mais leve e eficiente. Enfatizou que tem que mudar a forma de como é feita a política “pois a que está aí, faliu”. Segundo o jovem candidato, de 37 anos, herdeiro da rede de lanchonetes Giraffas,37 o cidadão tem que participar da política. Não adianta ficar em casa. Disse que achou no partido Novo ideologia. O indivíduo é a riqueza desse país.

Critica os burocratas que engavetam projetos da iniciativa privada e atrapalham o desenvolvimento, o emprego. Chama a atenção para o fato do Distrito Federal com cerca de 3 milhões de habitantes, e já tem praticamente esgotadas as oportunidades de emprego no serviço público. Os jovens precisam de mais espaço, tem que dar vasão ao desenvolvimento e para isso é necessário o incentivo do governo.

Independência entre os poderes

Alexandre Guerra defende a independência do executivo, do legislativo. “O Novo não indica sequer nomes para os cargos do Governo”. Lembra que deputados do Novo só podem ser eleitos uma vez. Para o pré-candidato, há necessidade de uma mudança na forma de fazer política, tem que objetivar o bem do cidadão. Para Alexandre Guerra, na polícia, não faltam recursos, o que falta é infraestrutura, gestão, realocação de recursos.

Sem experiência com o que chama de “velha política”, Alexandre se encaixa em todos os requisitos exigidos do partido que pretende vir com algo novo nas próximas eleições: jovem, bem-sucedido nos negócios e com discurso liberal afiado. Aposta que para chegar ao comando do GDF tem que ter um quê de imprevisibilidade.  Guerra é “outsider” na política. Ele prega a renovação total.

Governo leve e eficiente

“É muito profundo não usarmos dinheiro público ou fazermos coligações em troca de cargos ou tempo de tevê; mais ainda, realizarmos um processo seletivo rigoroso para a escolha dos candidatos. É nesse momento que vemos a revolução política e partidária”, afirmou Alexandre. E concluiu: “é disso que precisamos: um governo mais leve, que se torne eficiente. Essa é nossa proposta para 2018. ”

Graças às várias unidades do Giraffas espalhadas pelo Distrito Federal, Alexandre teve a oportunidade de conhecer diferentes regiões administrativas, Da insatisfação com os rumos da administração pública, veio a vontade de entrar para a política.

Incomodado com a falta de eficiência

A Corrupção e falta de eficiência na gestão pública passaram a incomodar o jovem empresário Alexandre Guerra mais do que em outras épocas. “A política não é um investimento em um negócio. É preciso uma mudança efetiva na parte ética”, afirma. Segundo ele, a decisão de se candidatar não é um movimento da família. Entretanto, questionado se haverá recursos familiares nas doações de campanha, ele garante que sim. O Partido Novo, por exemplo, não aceita dinheiro do fundo partidário. Tem experiência em cargos de liderança em entidades de classe. Ele pediu licença do cargo de vice-presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF) e presidente do Instituto Foodservice Brasil (IFB), para mergulhar na campanha política.

Romper com as práticas comuns

Edgar Lisboa com Alexandre Guerra

O jovem postulante à cadeira do Palácio Buriti quer a romper com as práticas comuns na política. Mas não tem nenhuma inspiração na política brasileira. Provocado, teceu elogios ao senador José Antonio Reguffe (Sem partido-DF). E afirmou: “ na questão político-eleitoral, ele foi por um caminho totalmente diferente da velha política. Ele disputou à eleição sem grandes fortunas ou recursos empenhados”.

Empoderar o individuo

Na opinião de Alexandre Guerra, “o Estado deve ser grande em áreas como saúde e educação”. Ele frisa que o Estado tem que ter mais eficiência na gestão dos recursos públicos, e volta a enfatizar que a burocracia é um dos fatores que mais prejudicam o setor empresarial. Para o pré-candidato, herdeiro da rede de lanchonetes espalhadas pelo Brasil e pelo mundo, o Estado não é um fim em si. É um meio. O que gera a riqueza é a sociedade. A gente precisa empoderar de novo o indivíduo para que ele transforme essa realidade. Essa decisão tem que vir dele. Do mercado. Isso que é o gerador de riqueza e emprego”, argumenta convocando o cidadão a participar da política e não ficar apenas como mero expectador”, concluiu.

Fonte: Blog Edgar Lisboa

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