Opinião: Valmir Campelo se filia ao PPS e engrossa o caldo de possíveis governantes

Por Kleber Karpov

O ex-senador, ex-deputado constituinte e ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Valmir Campelo, se filiou ao PPS na manhã do sábado (10/Jun), no auditório da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF). Nos últimos meses, Campelo retornou ao cenário político onde anunciou que deve disputar uma vaga para majoritário. Embora acende para o Senado, o Buriti não é descartado.

Além do Legislativo e do TCU, Campello tem vasta experiência, além no executivo onde passou pelas administrações das regiões administrativas do Gama, Brazlândia, Taguatinga, dentre outras funções na esfera públicas.

O atual cenário político do DF é cercado por incertezas. Sobretudo após o terremoto causado em decorrência de diversas suspeitas de participação em esquemas de corrupção, com epicentro na Operação Lava Jato em investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF).

No que tange ao Executivo, com a Lava Jato, nomes de expressões políticas podem ser cair por terra, ou ficarem extremamente abalados. Tadeu Filippelli (PMDB), Rogério Rosso (PSD), José Roberto Arruda (PR), Agnelo Queiroz (PT), tiveram recentemente as pretensões políticas estremecidas, uns em decorrência de prisão preventiva: Filippelli, Arruda e Queiroz. Com o nome citado em delações premiadas, Rogério Rosso, começa a titubear enquanto busca meios para tentar provar a inocência.

Vale observar que alguns personagens políticos, não resistiram sequer aos primeiros abalos sísmicos da Lava jato. Gim Argello (PTB) quem o diga, preso em Curitiba, desde abril de 2016.

Enquanto isso, o governador do DF, o socialista, Rodrigo Rollemberg (PSB) sonha com a reeleição, tem pesadelos com os tribunais de Contas da União (TCU) e do DF (TCDF), acorda triste ao lembrar da rejeição de 73% da população e tenta se consolar com a possibilidade de alguns ‘WOs’.

Mas, outros nomes fortes também disputam ou articulam espaços nas eleições majoritárias de 2018. Nesse contexto, para o Executivo, Jofran Frejat (PR), Izalci Lucas (PSDB), Alberto Fraga (DEM), Alírio Neto (PEN), Eliana Pedrosa (Sem Partido), sondam, articulam e negociam espaços. Outros nomes, a exemplo de Renato Rainha (Sem Partido), Cleber Pires (Sem Partido), Goudim (PPL) circulam em listas de pretendentes.

E há ainda, Antônio Reguffe (Sem Partido) que embora negue participação no processo eletivo de 2018, caso venha candidato a governador, certamente chegará ao segundo turno, com grandes chances de eleição. Porém, Reguffe sabe que gerir o DF de 2018 à 2022, será mais que um desafio, pois a ‘herança maldita’ e a nova demanda da sociedade pode transformar a arte de governar em um verdadeiro calvário.

De volta ao PPS, um ‘case’ interessante pode ser cogitado. Ao partido, a filiação de Campelo pode representar uma silenciosa admissão do impacto, ou melhor, do estrago e desgaste político causado pelos vazamentos ‘seletivos’ da ‘Operação Drácon’ conduzida em conjunto pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e a Polícia Civil do DF (PCDF). Afinal, à época a parlamentar chegou a alcançar dois dígitos, em pesquisas realizadas, antes de ‘a prá lá de atabalhoada’ Drácon ser instaurada.

Salvo se os parlamentares envolvidos trouxerem à vida, cerca de 400 páginas dos autos, que expõem supostas práticas nefastas por parte do Executivo e demostrem uma conspiração política com finalidades não republicanas, a tendência é que Leoa alce um voo mais rasante, enquanto se recupera das sucessivas rasteiras do ‘fogo amigo’.

Por outro lado, a vinda de Campelo para o PPS, também pode representar um reforço da ‘teoria da conspiração draconiana’. Afinal um político de tal envergadura, certamente pesou os prós e contras, em relação a um desgaste dessa natureza. Sobretudo em decorrência da posição do Partido, que conta com o senador Cristovam Buarque, em que sempre mantiveram conduta de defesa de Celina Leão e Raimundo Ribeiro em relação à Drácon.

Com tantos abalos sísmicos no universo político, Campelo amplia o leque de boas opções a serem filtradas, com mais destreza, pela população do DF que, em 2018, deve ultrapassar 3,1 milhões de habitantes, de acordo com projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cansados de tanto descaso, falta de prioridades e miopia social.

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