Por Kleber Karpov
O Ministério da Saúde (MS) informou, nesta sexta-feira (08/Mai), que o surto de hantavírus identificado em passageiros de um navio na América do Sul não representa risco direto para o Brasil, uma vez que a variante do vírus detectada, o genótipo Andes, não possui circulação registrada no território nacional. A avaliação, alinhada à da Organização Mundial da Saúde (OMS), considera baixo o risco global de disseminação da doença, que é monitorada continuamente pelas autoridades brasileiras.
Segundo informações do MS, até o momento, em 2026, o Brasil confirmou sete casos de hantavirose. Dois desses registros, ocorridos no Paraná, não possuem qualquer relação com a situação internacional em investigação. Os dados recentes indicam uma tendência de queda, visto que em 2025 foram registrados 35 casos e 15 óbitos, o menor número da série histórica recente.
Desde a primeira identificação da doença no país, em 1993, até dezembro de 2025, o sistema de vigilância contabilizou 2.412 casos e 926 óbitos. A hantavirose é uma doença de notificação compulsória há mais de duas décadas, o que permite o monitoramento contínuo dos casos humanos e dos genótipos virais circulantes.
Diferenças na transmissão do vírus
A principal distinção entre o surto no navio e a situação brasileira está no tipo de vírus. O genótipo Andes, associado ao episódio na embarcação, é conhecido por raros episódios de transmissão interpessoal registrados na Argentina e no Chile. No Brasil, não há registro da circulação desta variante.
No país, foram identificados nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, e nenhum deles apresentou transmissão entre pessoas. A contaminação ocorre principalmente pelo contato com urina, saliva e fezes de roedores silvestres infectados, especialmente pela inalação de partículas contaminadas no ambiente. A doença se manifesta como uma zoonose viral aguda, principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH).
Vigilância e controle
Especialistas destacam que a transmissão do hantavírus do tipo Andes entre pessoas é considerada limitada, ocorrendo em contatos próximos e prolongados. Ainda assim, ambientes como navios de cruzeiro exigem atenção devido à grande circulação de passageiros em espaços fechados. As medidas de isolamento e controle adotadas pelas autoridades sanitárias internacionais foram consideradas adequadas para conter a disseminação.
O Ministério da Saúde reafirma que mantém uma vigilância contínua em todo o território nacional. As ações incluem controle ambiental, orientação à população e monitoramento epidemiológico para garantir a segurança da saúde pública.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;














