Por Kleber Karpov
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), iniciou a distribuição de mais de 90 mil preservativos externos e internos, gel lubrificante e autotestes aos foliões durante a festa carnavalesca na Plataforma Monumental, próximo à Esplanada dos Ministérios. A iniciativa ocorre, em parceria com organizadores de blocos de carnaval e visa prevenir a transmissão de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), dadas as situações que aumentam a vulnerabilidade e o risco de contaminação neste período.
A rede pública de saúde do Distrito Federal também mantém a oferta de profilaxias pré e pós-exposição ao HIV (PrEP e PeP) em diversas unidades de atendimento, reforçando o compromisso com a saúde pública.
“O Carnaval apresenta diversas situações que aumentam a vulnerabilidade e o risco de transmissão das ISTs. Pensando nisso, nós adotamos medidas de saúde pública para fornecer orientações e serviços para a população que vai comparecer aos blocos, promovendo a saúde sexual e a prevenção”, explica a gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da SES-DF, Beatriz Maciel Luz.
Prevenção
A prevenção combinada é a estratégia considerada mais eficaz para evitar a disseminação de ISTs, como HIV, sífilis e hepatites B e C. Essa abordagem integra diferentes métodos biomédicos, comportamentais e estruturais, buscando o máximo impacto na redução de novas infecções.
Além dos preservativos, a SES-DF oferece testagem regular, vacinação contra o HPV e a hepatite B. A PrEP e a PEP são igualmente disponibilizadas para a prevenção do HIV, atendendo a contextos sociais de maior vulnerabilidade e necessidades individuais.
“O Carnaval é um momento em que a prevenção combinada faz diferença. A testagem antes da folia é essencial, porque permite identificar IST mesmo sem sintomas e iniciar o tratamento rapidamente. Para prevenção do HIV, a PrEP é indicada para pessoas com maior risco de exposição e está disponível na rede. E, em caso de relação desprotegida ou outra situação de risco, a orientação é buscar atendimento para avaliação de PEP”, ressaltou Beatriz.
Panorama epidemiológico
O último Boletim Epidemiológico da SES-DF, cobrindo o período de 2020 a 2024, revela que 42,6% dos casos de HIV registrados no Distrito Federal ocorreram em pessoas com idade entre 20 e 29 anos. A faixa etária se mantém como a mais afetada também nos casos de aids, representando 30% das ocorrências.
No intervalo de 2020 a 2024, o DF notificou 3.838 casos de infecção pelo HIV e 1.177 casos de aids entre seus residentes. Enquanto a tendência para o HIV no período se mantém estável, observou-se uma redução no coeficiente de detecção da aids por 100 mil habitantes, que passou de 8,5 em 2020 para 5,3 em 2024.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











