Por Kleber Karpov
Os últimos 30 mil telefones de uso público (TUP), conhecidos como orelhões, devem ser retirados das ruas brasileiras até o final de 2028 (22/Jan). A decisão ocorreu após o término dos contratos de concessão de telefonia fixa em dezembro de 2025. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabeleceu a extinção gradual como parte de um plano de modernização do setor. O foco da nova política regulatória deve ser o investimento em banda larga e redes móveis de quarta geração.
A adaptação do modelo de serviço migrou do regime de concessão pública para o de autorização privada. As empresas buscaram novos acordos com o governo federal para estimular a expansão da infraestrutura tecnológica. O serviço de voz em terminais fixos perdeu relevância diante da universalização do acesso à internet. A maior parte das unidades remanescentes pertence à operadora Oi, que enfrenta processo de falência desde 2016.
Cerca de 9 mil telefones coletivos devem permanecer ativos em localidades onde não se encontre sinal de rede 4G. As operadoras assumiram o compromisso de manter a funcionalidade de voz até o prazo máximo estabelecido em dezembro de 2028. Em troca da retirada dos aparelhos, as empresas devem implantar cabos de fibra óptica e antenas de celular em áreas desassistidas. O plano de metas incluiu também a conectividade em escolas públicas e a construção de novos centros de processamento de dados.
Desativação da rede
A operadora Oi conta com 6.707 unidades adaptadas ao novo regime de operação no território nacional. Já empresas como Vivo, Algar e Claro planejam desligar quase a totalidade de suas redes ainda este ano. No Paraná, a empresa Sercomtel manteve 500 terminais nos municípios de Londrina e Tamarana até a conclusão dos trâmites legais de adaptação. A Anatel informou que a população pode consultar a localização dos aparelhos ativos por meio de seu portal eletrônico na internet.
A rede de telefones públicos chegou a registrar mais de 1,5 milhão de aparelhos em todo o país no passado. O design icônico dos terminais recebeu a assinatura da arquiteta Chu Ming Silveira no ano de 1972. Com a mudança de hábito dos consumidores, o uso dos equipamentos se tornou marginal no cotidiano urbano brasileiro. O desligamento de orelhões não obrigatórios deve ocorrer mediante solicitação direta às operadoras responsáveis ou pelos canais de atendimento da agência reguladora.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;












