Conselhos de Enfermagem iniciam ação nacional de fiscalização nas salas de vacinação

Ação fiscalizatória, coordenada pelo Cofen e executada pelos Conselhos Regionais, busca melhoria da assistência de Enfermagem à vacinação. 289 mil enfermeiros e técnicos garantem a aplicação anual de 300 milhões de doses

O Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem deu início a uma operação nacional de fiscalização em salas de vacinação em todo o país nesta segunda-feira (3). Enfermeiros-fiscais da autarquia vão averiguar a situação das salas de vacinação vinculadas aos Sistema Único de Saúde (SUS), verificando aspectos que incluem as condições de trabalho da equipe de Enfermagem, se existe enfermeiro ou enfermeira supervisionando o trabalho nas salas de imunização, o processo de cobertura vacinal, entre outros aspectos que envolvem o exercício profissional da Enfermagem.

“A operação nacional de fiscalização dos Conselhos de Enfermagem nas salas de vacinação vai trazer um diagnóstico preciso, que nos permitirá identificar problemas sistêmicos, contribuir para a melhoria do quadro laboral e, consequentemente, da cobertura vacinal no Brasil”, afirma o presidente do Cofen, Manoel Neri.

Segundo a chefe da Divisão de Fiscalização do Exercício Profissional (DFEP/Cofen) Marisa Miranda, as inconformidades identificadas durante a fiscalização serão notificadas às respectivas Secretarias de Saúde, garantindo a ciência dos gestores e a adoção de medidas de regularização. “A supervisão do enfermeiro na sala de vacina é fundamental para assegurar a qualidade do serviço, a segurança do paciente e o cumprimento dos protocolos técnicos e regulatórios”, afirma.

A operação é coordenada pelo Cofen e executada pelos Conselhos Regionais de Enfermagem. Os coordenadores de fiscalização foram capacitados em novembro de 2024 e hoje atuam como multiplicadores de boas práticas em seus estados.

Enfermagem é essencial para a vacinação

Equipes fiscalizam in loco as salas de vacinação nas regiões metropolitanas

O Brasil tem um dos maiores sistemas de vacinação pública do mundo. São 47 imunobiológicos — 30 vacinas, 13 soros e 4 imunoglobulinas — ofertados gratuitamente pelo SUS. Cerca de 189 mil profissionais de Enfermagem garantem a aplicação de mais de 300 milhões de doses de vacinas, atuando em mais de 39 mil salas de vacinação. E não apenas nelas: as equipes participam da busca ativa da população, identificação de oportunidade vacinal, planejamento estratégico, gestão da rede do frio, ações educativas e acompanhamento de reações adversas.

Movimento Nacional pela Vacinação busca retomar os altos índices de vacinação no Brasil. Levantamento do Ministério da Saúde divulgado em 2022, os índices de cobertura vacinal, que chegaram a 97% em 2015, caíram a 75% em 2020, retrocedendo ao nível registrado em 1987.

O Brasil saiu da lista dos 20 países com mais crianças não imunizadas no mundo em julho e, em novembro, recuperou a certificado de eliminação da rubéola e sarampo. A situação, porém, ainda preocupa. Mais de 60% dos municípios não atingiram a meta de 95% de cobertura vacinal em 2023, considerando os imunizantes aplicados durante o primeiro ano de vida.

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