19.5 C
Brasília
21 mar 2026 02:10

RAIO X NA SAÚDE DO DF – 1ª PARTE:

A “falha” generalizada na comunicação do governo de Agnelo Queiróz não poupou nem a saúde. Nos últimos 4 anos,NENHUMA campanha de vacinação da SESDF atingiu as metas do Ministério da Saúde. A equipe é altamente técnica, todavia, a comunicação com a população é bastante precária e ineficaz.

 O mais impressionante nisso é que, além das somas milionárias destinadas para a pasta da saúde, incluindo os desvios, a aplicação incorreta e outros tantos milhões que o GDF foi obrigado a devolver à União, o governo de Agnelo “aplicou” uma verdadeira fortuna exatamente EM publicidade nos meios de comunicação considerados “tradicionais” e nos de “aliados”, desprezando a que rotularam como “mídia alternativa”, mas que vive o dia da nossa cidade, pois estamos nas paradas de ônibus, estações de metrôs, escolas, bares, periferias etc. Enfim, a mídia que fala a língua do povo e que tem crescido na velocidade da luz e influenciado no cotidiano de nossa gente.

Entramos forte também na seara política e fizemos “a diferença” nas ultimas eleições. O governo que desprezou esse segmento da imprensa, sequer chegou ao segundo turno e os políticos que melhor desempenho tiveram no último pleito foram exatamente os que compreenderam a importância da mídia não tradicional, das redes sociais e dos blogs, em especial.

Quem não se comunica se trumbica. E o povo que paga a conta, adoece.

Dados da Secretaria de Saúde apontam que apenas 76% do público-alvo para vacinação contra sarampo e poliomielite foi atingido no Distrito Federal. O objetivo era imunizar 95% das crianças, e a campanha chegou a ser prorrogada por causa da baixa adesão.

A vacina contra o sarampo é indicada para meninos e meninas de um a cinco anos incompletos – o que corresponde a 161.045 crianças brasilienses. Já contra a pólio, de 6 meses a 5 anos incompletos, são 182.211 garotos e garotas.

A campanha começou em 8 de novembro, considerado “Dia D”, e terminaria no dia 28. Depois, foi prorrogada até esta sexta-feira (12). A baixa procura levou a secretaria promover um novo “Dia D” no último sábado, quando apenas 32% e 37% das metas estabelecidas para cada uma das iniciativas haviam sido atingidas. Diante desses números negativos, a campanha foi prorrogada mais uma vez até 31/12/2014.

A campanha da gripe desse ano também não foi bem sucedida. De acordo com dados da SESDF, na 1ª fase da campanha só 35,6% do publico alvo havia sido imunizado. Esse indicador é bem abaixo da meta estipulada de 80%.

Nos últimos 4 anos, NENHUMA campanha de vacinação da SESDF atingiu as metas do Ministério da Saúde. A equipe é altamente técnica, todavia, a comunicação com a população é bastante precária e ineficaz. Nesse quesito, em 2007/2008, tivemos um titular na subsecretaria de vigilância à saúde, Dr. Joaquim Barros, que não se intimidou diante do desgoverno que se instalou e ia para o front com os agentes de vigilância ambiental, comandando ações ostensivas no combate à dengue, à febre amarela e, posteriormente, à hantavirose. O subsecretário fazia o mesmo nas campanhas de vacinação, aproveitando todas as formas de comunicação disponíveis, como: entrevistas às grandes mídias e às alternativas, gravação de vinhetas, reuniões com associações comunitárias, religiosas, com a comunidade escolar, enfim, todas as oportunidades eram aproveitadas para mobilizar a sociedade no combate à dengue e na conscientização da prevenção através da imunização.

Eis uma prova de que as mazelas em nossa saúde pública não residem nos profissionais, pois são, em sua grande maioria, qualificados e comprometidos. Faltou na saúde pública do nosso DF, infelizmente, o mesmo que faltou em todo o resto do governo que finda: comprometimento e seriedade com a coisa pública!

Faz-se imperioso que o governo, através das suas instituições, busque aperfeiçoar a forma de se comunicar com a sociedade, levando as informações necessárias e indispensáveis ao sucesso das ações planejadas. E, na área de saúde, tal premissa é fundamental, pois, o escopo da saúde pública é a prevenção. Se já falha nessa etapa, continuaremos a sofrer as mazelas de um sistema saturado e incapaz de tratar o crescente número de doentes.

Fonte:  Francisco Lima Jr. e Odir Ribeiro

Circulação do vírus da gripe está em alta em várias regiões do país

Por Kleber Karpov A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertou, por...

Prazo para pagar segunda parcela do IPVA começa segunda (23)

Por Kleber Karpov Proprietários de veículos no Distrito Federal que...

DF deve cotar com 48 pontos de vacinação neste sábado (21)

Por Kleber Karpov A Secretaria de Saúde do Distrito Federal...

Dentistas em UTIs ajudam a prevenir infecções e podem salvar vidas

Por Kleber Karpov A atuação de cirurgiões-dentistas em Unidades de...

Destaques

Circulação do vírus da gripe está em alta em várias regiões do país

Por Kleber Karpov A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertou, por...

Ministério da Saúde se reúne com Banco dos BRICS para avançar implantação da rede nacional de hospitais inteligentes

Por Kleber Karpov O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cumpriu...

Estudante de Planaltina assume Secretaria de Justiça e Cidadania por um dia e vivência rotina de gestão

Por Kleber Karpov A estudante Ana Luísa Silva Pereira, de...

Prazo para pagar segunda parcela do IPVA começa segunda (23)

Por Kleber Karpov Proprietários de veículos no Distrito Federal que...

DF deve cotar com 48 pontos de vacinação neste sábado (21)

Por Kleber Karpov A Secretaria de Saúde do Distrito Federal...