Eleição de presidente e vice da CPI da Saúde é adiada para hoje às 10h

Por Denise Caputo e Franco Montoro

Após amplo debate durante a sessão da Câmara Legislativa de quinta-feira (12), a eleição do presidente e do vice da CPI da Saúde acabou ficando para hoje (13), às 10h, no plenário da Casa. O adiamento foi provocado por questionamentos a respeito da composição do colegiado, cujos membros representam apenas dois blocos da CLDF.”Em prol da harmonia da Casa e procurando garantir a proporcionalidade na composição da CPI, vamos continuar discutindo a questão e adiar a eleição”, anunciou a presidente da Câmara, deputada Celina Leão (PPS).

A CPI da Saúde foi criada para investigar a má gestão de recursos na área entre janeiro de 2011 e março de 2016, durante o governo de Agnelo Queiroz e no início do mandato de Rodrigo Rollemberg.

Questionamentos – O recém-criado Bloco Popular Solidário Social, chamado de “blocão”, é integrado por um terço dos deputados da CLDF; ou seja, oito parlamentares. Isso lhe garantiria duas cadeiras na CPI. Mas, como o autor do requerimento de criação do colegiado, o deputado Lira (PHS), também pertence ao grupo, o “blocão” acabou ficando com três das cinco vagas da comissão.

Pelo princípio da proporcionalidade, outros três blocos – todos com quatro integrantes – também teriam direito a ocupar cadeiras na CPI, mas as duas vagas restantes ficaram com distritais de um mesmo bloco, o Amor Por Brasília. Isso gerou questionamentos por parte de alguns deputados, a exemplo do líder do Bloco Brasília em Evolução, Roosevelt Vilela (PSB), quem defendeu uma cadeira para a agremiação.

O outro bloco que teria direito a um assento na CPI é o Sustentabilidade e Trabalho, liderado pelo deputado Chico Leite (Rede). A agremiação partidária abriu mão, no entanto, de fazer uma indicação. “Ficamos de fora não por falta de interesse e, sim, porque os deputados do bloco já têm muitas atribuições. Confiamos na competência dos integrantes da CPI”, justificou Chico Leite.

Já o líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Wasny de Roure, pediu para a presidente da Casa reconsiderar a composição da CPI e argumentou ser importante a presença de um representante da minoria no colegiado. O partido conta hoje com apenas três distritais na CLDF e, pela proporcionalidade, ficaria de fora. “O PT tem, por merecimento e por conhecimento de causa, o direito de ter um representante na CPI”, argumentou o deputado Júlio César (PRB), do Bloco Brasília em Evolução.

Fonte: CLDF

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