Secretaria testa e vacina moradores de áreas rurais e vulneráveis contra Covid-19 no DF

Agentes comunitários de saúde convocam a população dessas localidades para comparecer às UBSs e atualizar o cartão de vacina

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Por Juliana Lopes

Para facilitar o acesso à vacina contra Covid-19 pela população que vive em áreas rurais de difícil acesso ou com vulnerabilidade social, a Secretaria de Saúde decidiu disponibilizar as doses de vacinas para esse público nas unidades básicas de saúde que atendem essas localidades. Agentes comunitários de saúde, das equipes de Saúde da Família que atuam na região, estão convocando os moradores, de casa em casa, para ser vacinados e receber outros atendimentos.

O público com 49 anos ou mais que vive nessas áreas não precisa agendar a vacina, basta comparecer à UBS que atende a localidade onde reside, com a identidade e o comprovante de residência. Já as pessoas que possuem comorbidades e as gestantes necessitam agendar. Porém, a orientação é que agende para onde tiver vaga e leve o comprovante do agendamento, acompanhado do documento de identificação e comprovante de residência para a UBS da área rural, próxima de onde mora, onde será dada baixa no sistema.

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“Não são em todas as áreas rurais, são nas que possuem difícil acesso e com cobertura vacinal pequena. São áreas pontuais, selecionadas de acordo com estudos feitos pela Atenção Primária”, explica o coordenador de Atenção Primária em Saúde, Fernando Erick Damasceno.

Responsável pela cobertura do Núcleo Rural Águas Quentes, a UBS 8 do Recanto das Emas agora disponibiliza a vacina contra Covid-19 em dois dias da semana, sendo todas as terças e quintas, dia em que também funciona a sala de vacina da unidade, em que estão disponíveis outros imunizantes e a vacina contra o vírus influenza.

“Além de ser área rural, essa população é carente, muitas vezes não tem como estar se deslocando para outros lugares para tomar a vacina. Então, disponibilizar a vacina da Covid-19 próximo de casa é facilitar o acesso a esses cidadãos”, explica Antônia Clea Alves, gerente das UBSs 8 e 11 do Recanto das Emas.

Marcelo Magno é enfermeiro e coordenador da UBS 8 e explica que são enviadas cerca de 100 doses da vacina contra covid em cada dia de vacinação. Além disso, a demanda tem sido grande, pois tem dias em que as doses acabam ainda no período da manhã.

Para evitar aglomeração, os moradores do Núcleo Rural Água Quente passam por uma triagem e lá são conferidos documentação e vacinas que precisam ser aplicadas. Para agilizar e evitar a formação de filas, os servidores deixam para lançar no sistema as doses aplicadas somente no final do dia.

Comemoração

Dona Evanilda Macedo, de 53 anos, fez o agendamento por conta da comorbidade que possui e ficou feliz em não precisar ir tão longe para se vacinar. “É bom poder tomar a vacina contra Covid-19 perto de casa. Estava ansiosa por este dia, graças a Deus ele chegou”, comemora.

A aposentada Maria das Graças Gomes, de 69 anos, aproveitou o dia de vacinação para tomar a vacina contra gripe, pois já tomou as duas doses do imunizante contra o coronavírus.

A UBS 8 do Recanto das Emas também atende demandas odontológicas e possui um dentista e uma técnica de higiene dental (THD) na unidade. “Fazemos dentaduras, próteses parciais, atendimentos de urgência e de pacientes com câncer de boca”, informa André Martins.

Testes para Covid

Os moradores do Núcleo Rural Água Quente que possuem sintomas da Covid-19 podem ser atendidos tanto na UBS 8 como na UBS 11 do Recanto das Emas, ambas as unidades abrangem a área rural. No entanto, o teste rápido para Covid-19 é feito todas as terças-feiras na UBS 11.

“São disponibilizados cerca de 20 testes rápidos semanalmente. O paciente passa por uma triagem com o médico, e os que recebem encaminhamento com solicitação de avaliação fazem o teste aqui na UBS 11. Eles esperam cerca de 20 minutos e recebem o resultado”, explica a enfermeira e coordenadora da unidade, Andreza Farias.

Quem testa positivo recebe as orientações acerca dos medicamentos que devem ser utilizados e sobre o isolamento. Além disso, esses pacientes ficam sendo monitorados por telefone para saber se os sintomas não evoluíram.

O aposentado Antônio Ferreira, de 73 anos, já teve Covid há cerca de dois meses, mas como estava se sentindo muito mal em casa, com dor no corpo e febre, decidiu ir fazer um novo teste, o que deu positivo, mas já se encontra em período de cura. Por conta da idade, ele pode ainda sentir sintomas e, por isso, será monitorado pela equipe médica.

FONTEAgência Saúde DF
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