Vigilantes protestam contra corte de 600 vagas terceirizadas do GDF

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Sindicato diz que cortes representam quase 10% do efetivo da categoria
Em abril, GDF anunciou contratação de 7,4 mil vigilantes por R$ 555 milhões

Vigilantes de empresas contratadas pelo governo do Distrito Federal fizeram um protesto em frente ao Palácio do Buriti na manhã desta segunda-feira (13) para questionar a demissão de 600 funcionários nas últimas duas semanas. Os vigilantes levaram um carro de som e faixas para a praça em frente à sede do Executivo.

O número de demissões representa quase 10% do total do efetivo da categoria, de acordo com o sindicato dos trabalhadores. Atualmente, as empresas que prestam serviço ao GDF têm 6,7 mil vigilantes contratados. O sindicato diz que a categoria atua com um déficit de 700 funcionários.

De acordo com o presidente do sindicato dos vigilantes, Francisco Paulo de Quadros, as demissões causam prejuízo à segurança de pontos como o Parque da Cidade, Centro de Convenções, zoológico e escolas. “Nós queremos a suspensão do aviso prévio dos 600 trabalhadores e vamos conversar com o chefe da Casa Civil [Sérgio Sampaio] para reverter essa situação.”

O deputado Chico Vigilante (PT), diretor do sindicato, esteve na reunião com o chefe da Casa Civil a fim de negociar as demandas da categoria. “Levamos a proposta de suspensão das demissões dos vigilantes e para as contratações por meio da licitação de 7.410 cargos. O Sérgio [Sampaio] achou nossa proposta interessante disse que irá levar para a Secretaria do Planejamento. Agora vamos esperar.” O G1 entrou em contato com o Buriti e aguarda resposta.

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Os vigilantes dizem que a redução do número de terceirizados é causada pela decisão do GDF de reduzir gastos. Apesar disso, o GDF publicou no Diário Oficial, em abril, edital para contratar 7.410 trabalhadores para fazerem a segurança patrimonial do Estado ao custo de R$ 555,7 milhões por ano. Os novos postos atenderiam a Secretaria de Planejamento e outros 64 órgãos do Executivo local.

“As empresas disseram que o GDF não tem dinheiro, que estão fazendo corte de gastos e precisam fazer as demissões. Isso vai prejudicar a segurança da cidade”, afirmou o presidente do sindicato.

O vigilante Márcio de Sousa Lima, de 54 anos e que trabalha há 16 na função, foi demitido na última semana da biblioteca do Setor Central do Gama. “Eu não sei fazer outra coisa que não serviço de segurança, nunca havia passado por isso”, conta. O salário de um vigilante é de R$ 2.454,78, já incluindo o benefício de R$ 566 de risco de vida.

Fonte: G1