Bandeira Vermelha: Sindate-DF denuncia superlotação no atendimento do Centro Obstétrico do Hospital de Santa Maria

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Por Rayane Fernandes

Problema comum nos hospitais públicos do Distrito Federal, a superlotação e a sobrecarga de trabalho também afetam o Centro Obstétrico do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Após denúncia, o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do DF (Sindate-DF) esteve no local nesta quarta-feira (5) e constatou que a situação está perdendo o controle, tanto para servidores, quanto para pacientes.

O local, que está com bandeira vermelha desde o início do plantão desta quarta-feira, possui apenas 19 leitos, mas contava com 75 mulheres, entre grávidas e puérperas (que deram à luz há pouco tempo). O número representa quase 400% de superlotação. Sem espaço suficiente para acomodar as pacientes, elas estavam espalhadas pelos corredores do centro. Também estavam na sala de higienização, sala de ecografia e até mesmo no centro cirúrgico.

Para atender todas essas mulheres, o setor possui de 6 a 10 técnicos em enfermagem por plantão e, segundo relatos, cerca de 11 e 15 mulheres são atendidas por cada profissional. “Essa sobrecarga de trabalho, além de prejudicar a saúde do servidor, faz com que os pacientes não recebem um atendimento de forma adequada, mesmo que o servidor faça de tudo para que isso ocorra. No final das contas, todos saem perdendo”, comentou o diretor do Sindate-DF, Newton Barbosa.

E por falar em saúde do trabalhador, uma das profissionais do centro obstétrico informou que estava de atestado médico há alguns dias, devido à sobrecarga. “Eu passei mal no meu plantão, tive pico de pressão, estresse por conta do trabalho e tive que me afastar”, contou.

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A sobrecarga fica ainda mais evidente por conta da população do entorno que é atendida no hospital. Apenas em novembro desde ano, foram realizados 393 partos, sendo 223 da Cidade Ocidental, Luziânia, Novo Gama e Val Paraíso. Apenas 137 mulheres são, de fato, de Santa Maria.

A Gerência de Enfermagem do Hospital já encaminhou ofício ao Conselho Regional de Enfermagem (Coren) para que possam averiguar a situação. O Sindate-DF encaminhará a denúncia ao Ministério Público do Trabalho para que as devidas providências sejam tomadas.

Fonte: Sindate-DF

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