Rollemberg comemora IHBDF, mas os hospitais, primos pobres…

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Sem médicos na UPA Ceilândia, HRC e HRT, paciente busca assistência na rede privada

Por Kleber Karpov

Enquanto o governador do DF, o socialista, Rodrigo Rollemberg (PSB) comemora a transformação do Hospital de Base do DF (HBDF) em Instituto e o processo seletivo para contratação de 708 profissionais de saúde, celetistas. Os hospitais do DF continuam com o caos, por falta de médicos. Gama, Taguatinga e Ceilândia são cidades onde essas unidades de saúde estão um verdadeiro caos.

Pacientes internados no corredor, em frente ao refeitório no HRG
Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Na tarde de sexta (12/Jan), Política Distritla (PD) recebeu denúncia de pacientes internados nos corredores do Hospital Regional do Gama (HRG), em frente ao refeitório. Na mesma data, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Ceilândia, a professora Sheila Patrício, de 41 anos, publicou um vídeo nas redes sociais em que mostrou a falta de médicos na unidade. Sheila acompanhava a mãe, Cleuza Gonçalves de Souza, 68 anos, diabética e hipertensa.

No vídeo, Sheila chama de absurdo, a falta de médicos, tanto no UPA Ceilândia. “A UPA da Ceilândia, sem médico, a gestão incompetente. O certo era o secretário de saúde [Humberto Lucena Pereira da Fonseca] ter sido exonerado a muito tempo. Olhe o descaso, da Saúde. Onde a população vai parar senhor governador. É muitas crianças morrendo (Sic), senhores de idade morrendo.”, criticou ao mostrar o “absurdo geral”, na unidade.

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Ao PD, Sheila explicou que além da UPA,   teve que peregrinar nos hospitais regionais de Ceilândia (HRC) e de Taguatinga. Sem êxito para conseguir atendimento à mãe nas três unidades, a levou para um hospital particular.

“Não tem médico no hospital da Ceilândia, nem na UPA também, está tudo caindo aos pedaços, inclusive estão lotados, pessoas chorando, velhinhas chorando, eu fui lá com a minha mãe e eles nem quiseram ver nem na triagem. Estou perplexa com o que vi, foi terrível, o que eu vi. Inclusive fui no HRC, o hospital da Ceilândia não tem médico. O de Taguatinga também não tem, está superlotado pois as pessoas da Ceilândia também foram para lá [HRT], e acabei vindo a uma clínica particular, no São Francisco porque eu não vou deixar ela morrer. É muito duro. Se você ver, você fica contrariado.”, disse ao observar que o porteiro disse que haviam apenas dois médicos, “mas cuidando das pessoas internadas”, concluiu.

Ainda segundo Sheila, além da falta de médicos, outros incômodos, a exemplo de cachorro na porta da UPA Ceilândia, vômito nas paredes e lixo na unidade, estão entre os itens listados, o que para a professora, são focos de contaminação hospitalar.

O que diz a SES-DF

Por meio de nota, a Secretaria refutou a falta de médico na UPA. “Não há falta de médicos na UPA Ceilândia. Nesta tarde, há 3 clínicos atendendo na porta, informação que está escrita e visível para todos os pacientes. A grande demanda provoca lentidão no chamado aos pacientes menos graves.”.

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