Chico Vigilante denuncia caso de negligência da Saúde, em que grávida perdeu filhos gêmeos

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Um vídeo publicado pelo deputado distrital, Chico Vigilante (PT), mostra o drama de Amanda Raquel Emanuelle da Silva, de 20 anos, que perdeu dois filhos, gêmeos, antes de nascerem, por suposta negligência, por parte do sistema de saúde pública do DF.

No vídeo Amanda explicou que teve gravidez de alto risco e que não conseguiu marcar as consultas do pré-natal. A jovem disse ainda que em 17 de Agosto, sentiu dores, foi ao Hospital Regional de Taguatinga  (HRT), onde fizeram um exame de toque e pediram que ela fosse para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC).

No HRC, segundo Amanda, repetiram o exame de toque, disseram que estava tudo bem com os bebês e o médico receitou Buscopan além de recomendar que Amanda tomasse o remédio em caso de reincidência das dores.

Ainda segundo Amanda, dia 29 de agosto, começou a sentir rigidez na barriga e que os bebês não estavam mais se mexendo e retornou ao HRC. “Eu chego lá e o moço falou: – Por que você está vindo agora¿ Por nesse horário você sabe que a gente não bate ecografia. E eu peguei e falei: – Mas vocês tem que bater para saber o que está acontecendo comigo e com meus filhos. E no que ele bateu a ecografia ele simplesmente virou para mim e falou: – seus filhos não estão mais vivos. Me deixou lá e eu fiquei lá chorando. (SIC)”, afirmou.

Amanda narrou ainda o drama para indução de parto em que, sob efeito de remédios, contou apenas com o marido, para ‘dar a luz’ aos filhos mortos. “Ali dentro a pessoa é tratada como um bicho. Se não tiver acompanhante você morre. Porque é uma ignorância. A médica vem pra mim e fala: – A não tem problema se você ficar com ele dentro de você por quatro meses não porque como ele estava dentro da bolsa, protege. Tinha um que nem líquido tinha mais, na bolsa. (SIC)”, afirmou.

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Após o parto dos bebês ‘natimortos’, um a um três e o outro com mais de 10 dias, Amanda afirma que ainda não conseguiu realizar a revisão pós-parto e tampouco recebeu assistência psicológica.  “Aquilo ali dentro é um açougue. Não pode ser chamado de hospital.”, diz.

SES-DF se manifesta

Política Distrital conversou com o secretário de Saúde, Fábio Gondim, que afirmou ter recebido uma ligação de Vigilante sobre o caso e solicitou informações de modo a poder apurar o que ocorreu com Amanda nas unidades de saúde.

Confira o vídeo:

 

 

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