Raimundo Ribeiro deixa liderança do governo na Câmara Legislativa e engrossa o time “Fora Dilma”

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O Deputado distrital, Raimundo Ribeiro (PSDB), anunciou na tarde deste Sábado (7/Mar), que deixou a liderança do governo Rodrigo Rollemberg (PSB), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

Questionado pelo blog Política Distrital Ribeiro justifica a saída: “Entreguei sim. Como participei ativamente a favor do impeachment da Dilma e considerando que sendo líder do governo, involuntariamente colocaria o governador numa situação desconfortável.”, afirma Ribeiro.

Mas se alguém estiver pensando em mais crise no governo Rollemberg, se engana. De acordo com Ribeiro: “Continuo apoiando o governo.”, afirma.

Fora Dilma

O Psdebista continuará a seguir orientação do PSDB nacional, que faz oposição à presidente, Dilma Rousseff (PT). Agora com mais liberdade para engrossar o caldo do movimento ‘Fora Dilma’, no DF.

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Rousseff não foi citada na lista dos 47 nomes de políticos divulgados pelo procurador-geral da República, Rodrigo janot, entregues ao Supremo Tribunal Federal, por possível participação no esquema de desvio de dinheiro da Petrobrás, investigado pela Polícia Federal, na Operação Lava Jato.

Embora não tenha aparecido na lista, o nome de Rousseff foi citado na mesma petição em que Janot menciona o ex-ministro Antonio Palocci.”, porém o Procurador-Geral alegou não ter competência para investigá-la e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, acompanhou o entendimento de Janot: “o presidente não pode responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções”.

A decisão de Janot é baseada na Constituição, em que o presidente não pode ser alvo de processo penal por fatos anteriores ao mandato.

Procura-se um líder

Embora o PT seja o único partido que faz oposição explícita ao governo Rollemberg, perder a experiência e sensatez de Ribeiro deve deixar uma lacuna difícil de ser preenchida pelo Governador. Isso porque Rollemberg tenta aprovar medidas que impõe sanções duras à população, o chamado, ‘Pacto por Brasília’, vulgo ‘Pacto da Maldade’, sob argumento de recompor a situação financeira do DF.

Entre as medidas estão o reajuste do Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU) , da Taxa de Limpeza Pública (TLP); e outros projetos, a exemplo da extinção e fusões de Regiões Administrativas, a exemplo da Fusão: de Fercal com Sobradinhho I; de Jardim Botânico com Lago Sul; de Candangolândia, Park Way e Núcleo Bandeirante, em que se pretende criar o ‘Núcleo Pioneiro’; Projetos esses, indigestos para os deputados distritais que sabem que correm o risco de pagar o preço em 2018.

A julgar pela constante presença do Secretário de Relações Institucionais e Sociais, Marcos Dantas (PSB), considerado ótimo articulador do governo na CLDF. Será que Dantas se candidata a assumir a vacância, parcialmente já que não é parlamentar, na condição de interino?

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