Big Brother mobile: nem tão seguro, nem tão privado

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No auge da tecnologia da globalização e da inclusão digital, a humanidade vive um momento único de integração. A internet mostrou ao que veio, sobretudo ao ser estendida aos, indispensáveis, smartphones. A Net, como é carinhosamente conhecida, aliada com as redes sociais, aos recursos integrados de bate-papo e principalmente ao geomapeamento ‘googlelitico’, coloca as pessoas em todos os lugares, mesmo quando elas não desejam estar em lugar algum.

Atualmente, o convívio social das pessoas, em grande parte, é norteado em interações virtuais. E mesmo quando são interpessoais, mais cedo ou mais tarde, elas caem na rede. Um bom exemplo disso é atribuído aos usuários do Iphone, pois ao tirar uma foto ou gravar um vídeo, o aparelho diz com precisão a localização geográfica de onde aquela produção aconteceu, e ainda, com a possibilidade de publicar em seguida nas redes sociais.
Outros bons exemplos são serviços como o Buscar, da Apple, o Latitude, da empresa Google, e outros tantos existentes no mercado, que tem por finalidade dar a exata localização dos passos dados pelos smartphones. Esses por sua vez transitam no dia a dia entre os bolsos, as mãos e as mesas de seus usuários, atentos e sempre prontos para o que der e vier. Ao toque da menor necessidade eles, depois um ou dois cliques, estão aptos para informar onde está o restaurante, a farmácia, o posto de gasolina e até a conexão wireless mais próxima de seu fiel escudeiro.
Para se ter uma ideia, somente a Google mantém os serviços como o Google Earth, o Google Maps, o Google Street View, além do Latitude, tudo em nome da interatividade. Isso demonstra que localização global é coisa séria, que exige investimento de bilhões de dólares, e que no mínimo, trata-se de um investimento muito rentável.
Mas o que está por traz disso tudo? As pessoas, pois nada disso se justificaria se não fossem os pobres mortais, que têm na internet, um novo formato de interação e de preservação da espécie. Afinal viver nos dias de hoje já não é algo tão seguro, elas estão sempre sujeitas a assaltos, colisões, congestionamentos, poluição, contaminação, naufrágio, queda de avião. Enfim, o uso adequado da rede pode evitar a ocorrência de uma lista enorme de violências.
Tantos investimentos e recursos aplicados, para que os usuários tenham acessos gratuitos a esses serviços, parece ser mesmo uma grande loucura dessas empresas, já que com apenas alguns cliques e uma permissão, elas ganham a nítida sensação de segurança, se analisado pela ótica das possibilidades. Mas a grande questão no momento é: quanto vale a sua privacidade? Um Clique?

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