Por Kleber Karpov
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, indiciado pelo feminicídio da soldado Gisele Alves Santana e por fraude processual, em São Paulo, foi transferido para a reserva da Polícia Militar de São Paulo. A medida, que equivale à aposentadoria na estrutura militar, foi oficializada em portaria publicada nesta quinta-feira (02/Abr) e garante que o oficial passe a receber remuneração na inatividade, mesmo após ter seu salário suspenso desde a prisão em 18 de março.
A decisão da corporação impacta diretamente os vencimentos de Geraldo Leite. Conforme a publicação no Diário Oficial do Estado, ele tem direito a proventos integrais, calculados com base na proporcionalidade do tempo de serviço. O documento especifica uma “proporcionalidade de 58/60”, o que representa um valor praticamente integral da remuneração que recebia na ativa.
Antes da transferência para a reserva, o pagamento do tenente-coronel estava suspenso desde sua prisão preventiva, ocorrida em 18 de março, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP).
Processo disciplinar continua
A SSP esclareceu, por meio de nota, que a passagem do oficial para a inatividade não interfere na sua responsabilização penal ou disciplinar. A pasta informou que “autorizou a instauração de um conselho de justificação em relação ao tenente-coronel Geraldo Neto, que pode resultar em demissão, perda do posto e da patente”.
O processo administrativo deve continuar em andamento mesmo com o militar na reserva. Questionada sobre a possibilidade de perda da remuneração em caso de demissão, a SSP afirmou que “a interrupção dos vencimentos previdenciários depende de decisão judicial definitiva”.
Investigação do crime
A soldado Gisele Alves Santana foi encontrada com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde o casal residia na capital paulista. O tenente-coronel, que estava no local, acionou o socorro e inicialmente reportou o caso como suicídio. A ocorrência foi posteriormente registrada como morte suspeita.
Laudos do Instituto Médico Legal (IML) confirmaram a existência de marcas de agressão no corpo da vítima, as quais foram consideradas incompatíveis com a hipótese de suicídio. A família da soldado contestou essa versão desde o início. A SSP informou que o inquérito da Polícia Civil foi concluído e encaminhado à Justiça, enquanto o inquérito policial militar está em fase final para ser remetido ao Judiciário.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;














