Revoltados por falta de atendimento, usuários continuam a agredir e ameaçar servidores da Saúde

Último caso relatado ocorreu em 11 de janeiro no Hospital Regional de Taguatinga

Na noite de 11 de janeiro, servidores do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), passaram por momentos de desespero. Isso porque um rapaz, não identificado, que buscava atendimento com um otorrino para a mãe, ao ser informado que a especialidade era atendida em caráter de emergência somente no Hospital de Base do DF (HBDF), ou no próprio HRT, porém, durante o dia. Insatisfeito, o rapaz sacou a arma e ameaçou os servidores daquela unidade.

Em um áudio recebido por Política Distrital, de acordo com um dos servidores, que não foi identificado, outro caso de ameaça havia ocorrido três dias antes: “Se há três dias a Leana foi ameaçada, hoje aconteceu o pior. O Vigilante acabou de me contar mas está no relatório e tudo. Um rapaz perguntou pelo otorrino e orientaram ele que emergência só no Hospital de Base. Duas moças que estavam com ele atentaram ao recado se retiraram e foram embora. o cara disse: -Calma aí. Pegou uma arma, se escondeu atrás de uma pilastra e sacou a arma como se quisesse alvejar a menina. […] As mulheres que estavam ao lado dele  pegaram na mão dele e ele engatilhou a arma de certeza aí as mulheres disseram: -não eu quero é paz. E aí levaram ele embora. […] As pessoas já chegam de caso pensado já motivados a fazer o pior. Então se da outra vez avisara e dessa vez, sacaram a arma, o próximo passo vai ser o quê?”, questionou.

Outra servidora observa que o rapaz foi encaminhado à Delegacia, onde ratificou as ameaças à servidora, em frente aos policiais. Porém, por se tratar apenas de ameaças, foi liberado.

Ações por parte da direção do HRT

Após a agressão, os servidores da unidade se reuniram com a direção do HRT que prometeu trocar a sala de atendimento da triagem. De acordo com a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF):  “Houve um caso isolado de ameaça à servidora responsável pela triagem. Por este motivo, a sala de acolhimento foi transferida para um local mais interno e a direção solicitou reforço na segurança.”.

Nem tão isolados assim…

Agressão verbal na UPA de Bandeirante

Em Março de 2014, após uma mulher agrediu verbalmente e tentou atacar as enfermeiras na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Bandeirante ao ser informada que não poderia acompanhar o namorado durante um procedimento simples.

Agressão corporal na  UPA Banderiante

Menos de uma semana antes (27/Fev) outro caso foi naquela unidade quando um homem que acompanhava um irmão em estado grave começou uma confusão por causa da lentidão no atendimento  e por tentar entrar a força na área interna da UPA. Os seguranças tentaram contê-lo e pediram reforço da Polícia Militar. Como o rapaz tinha apoio de outros pacientes, houve uma grande confusão e um segurança acabou quebrando uma perna, após levar uma queda.

Tentativa de homicídio no Hospital do Gama

Em 20/01/14, um rapaz de 23 anos foi baleado dentro do Hospital Regional do Gama (HRG), enquanto estava internado à espera de uma cirurgia. O criminoso se identificou como visitante e entrou no hospital no horário de visita.

Prisioneiro em tratamento desarma vigilante no Paranoá

Em 24/11/13, dois presos que estavam internados no Hospital Regional do Paranoá (24/11) conseguiram se soltar e roubar a arma de um agente penitenciário. Um pai e um menino de 10 anos, em recuperação de uma cirurgia, foram feitos de reféns. Vários tiros foram disparados colocando em risco a vida de servidores e pacientes. Situações como essa demonstram a necessidade de haver, nas unidades prisionais, estruturas de atendimento 24 horas para os presos.

Agressões no Hospital da Ceilândia

Em 21/6/10, um travesti com HIV retira sangue com seringa e perfura por várias vezes a mão de uma enfermeira e morde técnica em enfermagem. Isso após aguardar por mais de cinco horas por atendimento de uma amiga no Hospital Regional de Ceilândia.

Agressão a servidor é crime

Política Distrital conversou com o vice-presidente do Sindate, Jorge Vianna, que lembra “Embora nós servidores estejamos protegidos pela Lei, são comuns os relatos de ataques e tentativas de agressões aos servidores da saúde”, disse Vianna.

Ainda de acordo com o Sindicalista: “O Código Penal prevê pena que varia de seis meses a dois anos de prisão ou pagamento de multa, em casos de desacatos de servidores públicos.”, e cobra a presença de mais seguranças nas unidades de saúde do DF: “Os servidores precisam ter a garantia que haja segurança nos ambientes de trabalho para desempenhar suas atividades. É um absurdo o servidor ir para o trabalho e serem obrigados a desempenharem suas tarefas em meio ao medo e a insegurança”, afirmou.

Vianna observa ainda que a lentidão no atendimento, a falta de profissionais e até mesmo de informação sobre o funcionamento da estrutura de saúde são os grandes vilões de reclamações e agressões por parte dos usuários da Saúde pública do DF: “Em um clima de tensão quando o usuário precisa de um atendimento rápido, se não há profissional escalado para fazer atendimento, e até mesmo, nesse caso em que a servidora informou que para determinado procedimento o usuário deveria recorrer a outra unidade médica, em geral  a bomba explode e, na maioria das vezes, nas mãos daqueles que fazem os atendimentos, ou seja, os atendentes, auxiliares, técnicos e enfermeiros.”, concluiu Vianna.

Das UBSs às ruas: rede de saúde do DF acolhe pessoas em situação vulnerável

Por Kleber Karpov As equipes do Consultório na Rua totalizaram...

Farmácia oncológica reforça atenção a pacientes no hospital de Taguatinga

Por Kleber Karpov O Hospital Regional de Taguatinga consolidou relevância...

Senado debate fraudes em contratos de saúde em audiência solicitada pelo Sindicato dos Médicos do Ceará

Por Kleber Karpov Problemas estruturais na gestão sanitária brasileira ganham...

Ações de prevenção às drogas alcançam mais de 3 mil estudantes no DF em 2026

Por Kleber Karpov Entre maio e outubro de 2026, programas...

Bets entram no centro das discussões do debate jurídico e econômico no STF

Por Kleber Karpov Representantes de diversas agremiações esportivas brasileiras manifestaram...

IGESDF prepara profissionais para tornar atendimento no SUS mais ágil e eficiente

Por Kleber Karpov O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde...

Solidariedade feita à mão leva 80 turbantes a pacientes oncológicas do Hospital de Base

Por Kleber Karpov Um mutirão de artesanato movido pela solidariedade...

Anvisa interdita parte de terminal no Porto de Santos (SP)

Por Kleber Karpov A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)...

Destaques

Das UBSs às ruas: rede de saúde do DF acolhe pessoas em situação vulnerável

Por Kleber Karpov As equipes do Consultório na Rua totalizaram...

Farmácia oncológica reforça atenção a pacientes no hospital de Taguatinga

Por Kleber Karpov O Hospital Regional de Taguatinga consolidou relevância...

Senado debate fraudes em contratos de saúde em audiência solicitada pelo Sindicato dos Médicos do Ceará

Por Kleber Karpov Problemas estruturais na gestão sanitária brasileira ganham...

Ações de prevenção às drogas alcançam mais de 3 mil estudantes no DF em 2026

Por Kleber Karpov Entre maio e outubro de 2026, programas...

Bets entram no centro das discussões do debate jurídico e econômico no STF

Por Kleber Karpov Representantes de diversas agremiações esportivas brasileiras manifestaram...