Por Kleber Karpov
Um raio atingiu dezenas de participantes de um ato liderado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que pede a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Papudinha, neste domingo (25/Jan). A descarga elétrica atingiu um grupo de manifestantes, após descer por um guindaste instalado no local do evento, nas proximidades da Praça do Cruzeiro, no Eixo Monumental, em Brasília. O incidente, ocorreu em meio a fortes chuvas, resultou na internação e atendimentos de 33 pessoas, atendidas no Hospital de Base (HBDF) e no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN).
Balanço de feridos
Segundo informações do Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF), 72 pessoas receberam algum tipo de atendimento no local. Porém, aproximadamente metade chegou a ser encaminhada para hospitais, oito em condições críticas.
De acordo com as informações mais recentes da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), todos os feridos apresentam quadro clínico estável. Os pacientes permanecem sob cuidados de equipes multidisciplinares e, até a última atualização, nenhum óbito foi registrado em decorrência do incidente.
O ato político
No DF, evento capitaneado por Nikolas marcava o desfecho de uma caminhada de aproximadamente 240 quilômetros, iniciada seis dias antes em Paracatu (MG). O percurso, também passou por trecho de Goiás, foi descrito pelo parlamentar como um ato de caráter simbólico para mobilizar apoiadores contra o que considera decisões judiciais injustas.
Além de pedir a liberdade de Bolsonaro, preso no Complexo Penitenciário da Papuda, após condenação por tentativa de golpe de Estado, o grupo defendia a derrubada de vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei da dosimetria. A proposta visa reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro.
A manifestação ocorreu com policiamento reforçado e medidas de segurança, como o cercamento do Palácio do Planalto com grades. Uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, havia proibido protestos em frente à Papuda, além de autorizar a remoção de manifestantes que porventura descumprissem a ordem.
O ato contou com a presença de diversas figuras políticas, como o pastor Silas Malafaia e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-SP). Outros parlamentares, como os deputados André Fernandes (PL-CE) e Gustavo Gayer (PL-GO), juntaram-se à caminhada em diferentes momentos.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) não participou da caminhada, mas declarou apoio nas redes sociais e esteve em um momento de oração com Nikolas Ferreira pela manhã. Em uma fala a apoiadores, ela classificou o movimento como pacífico.
“É um evento pacífico, ordeiro, conduzido por Deus. Então, por favor, sigam a orientação do nosso líder, o Nikolas. Quando vocês chegarem ali, depois cada um para sua casa. Nós estamos aqui lutando pela libertação da nossa nação.”
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está em Israel, também manifestou apoio por vídeo, afirmando que a caminhada representava o esforço de “centenas, de milhares de brasileiros pedindo justiça no país”. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), convocou manifestantes, declarando que o movimento expressava “uma vontade imensa de mudança” diante de uma “crise moral”.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.










