Programa é regulamentado para garantir transporte a pacientes com doença renal crônica

Publicação no DODF desta terça-feira (17) cria o novo serviço DF Acessível – TCB Hemodiálise, um avanço na mobilidade e assistência para a população que depende de tratamento contínuo

A partir de 2025, pacientes com Doença Renal Crônica (DRC) no Distrito Federal que realizam Terapia Renal Substitutiva (TRS) contarão com o novo serviço DF Acessível – TCB Hemodiálise. O programa faz parte do Sistema de Transporte Público Complementar do DF e amplia o acesso ao tratamento, oferecendo transporte seguro e adaptado para pacientes com mobilidade reduzida.

A iniciativa foi regulamentada nesta terça-feira (17), pela Resolução nº 08, de 28 de novembro de 2024, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) pelo Conselho de Administração da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB), conforme previsto no Decreto nº 46.024, de 12 de julho de 2024.

Operado em parceria entre a TCB e a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), o serviço será destinado a pacientes eletivos do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme agendamento feito pelo Complexo Regulador em Saúde.

Na rede pública do DF, o acolhimento inicial ocorre nas UBSs. Os pacientes, após avaliação, são encaminhados aos ambulatórios especializados para tratamentos como hemodiálise hospitalar ou ambulatorial

Atualmente, o programa DF Acessível já atende aproximadamente 2 mil pacientes e acompanhantes com deficiência ou mobilidade reduzida severa. Com a ampliação para a demanda de hemodiálise, a iniciativa contará com cerca de 56 veículos adaptados e terá um investimento de R$ 18 milhões ao longo dos próximos três anos. A expectativa é atender, inicialmente, 350 pacientes a partir do próximo ano.

De acordo com a subsecretária de Administração Geral da SES, Gláucia Silveira, a ampliação do DF Acessível representa um importante avanço na mobilidade e assistência para a população que depende de tratamento contínuo. “É uma ampliação de acesso à assistência e mobilidade. A parceria entre o GDF e a TCB é uma grande linha de cuidado a quem depende desse serviço de forma contínua para fazer procedimentos de saúde. É o governo enxergando a real necessidade da população”, afirma Gláucia.

“O programa DF Acessível – TCB Hemodiálise é um marco importante para a mobilidade inclusiva no Distrito Federal e reafirma o compromisso da TCB com a prestação de um serviço público de qualidade, humano e eficiente”, afirma o diretor-presidente da TCB, Chancerley de Melo Santana. “A ampliação deste atendimento para pacientes que dependem da hemodiálise é resultado do esforço conjunto entre a TCB e a Secretaria de Saúde, visando garantir dignidade e qualidade de vida àqueles que mais necessitam. Sabemos que o deslocamento frequente para o tratamento é um desafio, e nosso objetivo é oferecer um transporte seguro, adaptado e acessível, permitindo que os pacientes cheguem às unidades de saúde com conforto e pontualidade”, acrescenta.

A hemodiálise é um procedimento essencial para pacientes com doença renal crônica. Por meio de uma máquina, o tratamento realiza a remoção de impurezas e excesso de líquidos no sangue, funcionando como um “rim artificial”. Cada sessão pode durar horas, o que exige deslocamentos frequentes dos pacientes até unidades de saúde.

Na rede pública do DF, o acolhimento inicial ocorre nas unidades básicas de saúde (UBSs). Os pacientes, após avaliação, são encaminhados aos ambulatórios especializados para tratamentos como hemodiálise hospitalar ou ambulatorial. Além da hemodiálise, há também a diálise peritoneal, um procedimento que pode ser realizado em casa, com equipamentos fornecidos pela Secretaria de Saúde.

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