Política Distrital entrevista Novo diretor-adjunto da Funap

A gestão da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso do Distrito Federal (Funap/DF), vinculada à vinculada a Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus), chama atenção por causa das realizações. Com os mais de 1000 reeducandos inseridos no mercado de trabalho, completados nesse mês, a Funap, em dez meses, sob a direção da diretora executiva da Funap-DF, doutora, Francisca Aires, registra mais de 1000% o aumento do número de contratações, por contratos firmados com a Instituição.

E para somar forças com Francisca Aires, a Funap recebeu em setembro, mais um nome de peso. O professor da Universidade Florida Christian (EUA) e advogado, Carlos Alberto de Oliveira Soares  assumiu a diretoria-adjunta da Instituição. Um defensor de causas sociais, o novo diretor-adjunto, nos momentos livres, se torna cozinheiro junto a uma comunidade carente na Vila DNOC’S,  situada na Região Administrativa de Sobradinho.

Juntos, Francisca Aires e Soares enfrentam um desafio de superação, de melhorar o que é considerado ótimo, à frente do trabalho de ressocialização da população carcerária do Distrito Federal, mesmo em tempos de crise.

Para conhecer os projetos e expectativas à frente da diretoria-ajunta, Política Distrital, conversou com Soares, ou Carlos Alberto, como prefere ser chamado.

POLITICA DISTRITAL: Dr. Carlos Soares, como está a expectativa ao assumir a diretoria adjunta da Funap?

CARLOS ALBERTO: A responsabilidade em iniciar qualquer tarefa, representa um grande desafio. Implementar projetos que visem ressocializar os egressos do sistema penitenciário, ampliando propostas de reeducação, sinaliza um caminho para aprimorar as relações profissionais e sociais que possibilitem a construção de uma nova forma a perceber o reeducando. Novos caminhos delineados pela atual gestão da Dra. Francisca Aires, simbolizam o alinhavar de uma nova perspectiva para estabelecer a cooperação entre os diversos atores sociais que contribuem para a transformação da comunidade com a adoção do reeducando em seus quadros profissionais permitindo a ampliação dos instrumentos que concorrem para a completa ressocialização.

PD: Que desafios esse novo cargo lhe impõe?

CA: Agregar opiniões e visões diversas a respeito do sistema de ressocialização e sua função comunitária, sobretudo com vistas a implementar a formação pedagógico-profissional do reeducando, possibilitando sua reestruturação psicossocial, valorizando as ferramentas que possuem tal funcionalidade. É ampliar número de oficinas de trabalho para a massa carcerária, bem como fazer com que o detento estude dentro do sistema e consiga alçar voos após sua vida extramuros.

PD: Qual a sua avaliação em relação aos projetos executados pela Funap? 

CA: São projetos de relevância social, imbuídos de força a resgatar a dignidade do indivíduo, conduzindo-o ao patamar da ressocialização, demonstrando que todo aquele que comete um delito, tem a capacidade de reintegrar seus valores, com o auxílio de profissionais, com o devido preparo, para desempenhar este importante tarefa na escultura do indivíduo ressocializado, plenamente integrado ao meio ambiente funcional.

PD: Como o senhor avalia o papel da Funap em relação aos detentos em ressocialização?

CA: Acreditamos que os baixos índices de reincidências percebidos, no âmbito do Distrito Federal, se deve ao empenho da Funap na árdua tarefa de reestruturar os internos, a partir da alfabetização até o ingresso nos campos do ensino superior, face ao empenho infatigável dos servidores da educação; ao minucioso treinamento oportunizado pelas atividades de produção e trabalho e, principalmente, pelo suporte demonstrado pela parentela que se faz presente a cada vitória alcançada pelo reeducando em seu trajeto rumo a um novo horizonte.

PD: Que tipo de influências ou impactos que as intervenções da Funap exercem na vida dos reeducandos? 

CA: Reestabelecer a dignidade da pessoa humana, ofendida inúmeras vezes pela sociedade globalizada, que impede ao indivíduo a capacidade de cumprir com as suas obrigações, conduzindo-o à marginalidade. A Funap tem resgatado a autoestima deste indivíduo, ao permitir, que reeducando, mesmo em sistema fechado ou semiaberto, desenvolva atividades educacionais e produtivas.

PD: O senhor tem projetos novos? Que contribuição pretende dar à Funap e aos detentos em ressocialização?

CA: Quem não tem sonhos? A gestão atual, dirigida pela Dra. Francisca Aires, tem alinhavado diversos projetos, com vistas a implementar cursos profissionalizantes em diversas áreas, possibilitando ao egresso, quando do cumprimento da punibilidade, conhecimento, treinamento e capacidade para ingressar no mercado de trabalho, implementado assim, a função social do processo de ressocialização, proposto pela legislação vigente destarte, a Funap haverá cumprido sua função de agente propagador de boas condutas.

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