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01 mar 2026 19:52

Mídia estatal iraniana confirma morte do líder supremo Ali Khamenei em ataques de EUA e Israel

Ofensiva conjunta em Teerã mata aiatolá de 86 anos; país anuncia 40 dias de luto

Por Kleber Karpov

A mídia estatal do Irã confirmou, neste domingo (28/Fev), a morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, (86 anos), foi morto no escritório na capital, Teerã, durante uma ofensiva militar conjunta de Israel e dos Estados Unidos iniciada no sábado (27/Fev). Em resposta, o governo iraniano anunciou um período de 40 dias de luto oficial no país.

A confirmação iraniana sucedeu declarações de autoridades americanas e israelenses que já apontavam a morte do líder. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o fato em sua plataforma Truth Social, enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou haver “sinais crescentes” de que Khamenei havia sido morto.

A agência de notícias Reuters, citando um oficial sênior israelense não identificado, também reportou que o corpo de Khamenei havia sido localizado. Inicialmente, as agências de notícias iranianas Tasnim e Mehr haviam informado que o líder permanecia “firme e forte no comando do campo”, antes da confirmação oficial de sua morte ser divulgada pelos veículos estatais.

Trump comenta a operação

Em sua publicação, o presidente americano Donald Trump afirmou que o líder iraniano não conseguiu evitar os sistemas de rastreamento e inteligência utilizados na operação. “Ele foi incapaz de evitar nossa Inteligência e Sistemas de Rastreamento Altamente Sofisticados e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer”, escreveu Trump.

O presidente americano acrescentou que a morte de Khamenei representa “a maior chance para o povo iraniano tomar seu país de volta” e expressou esperança de que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e a polícia “se unam pacificamente aos patriotas iranianos”.

Ofensiva centenas de mortos

Os ataques de sábado se estenderam por 24 províncias iranianas, resultando em pelo menos 201 mortes, de acordo com relatórios da organização Crescente Vermelho citados pela mídia iraniana. Entre os alvos, duas escolas foram atingidas, causando um elevado número de vítimas civis.

Um dos ataques mais letais ocorreu na escola primária feminina Shajareh Tayyebeh, na cidade de Minab, no sul do país, onde pelo menos 108 pessoas foram mortas. Outras duas mortes foram registradas em uma escola a leste de Teerã. Netanyahu declarou que muitos “comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários do programa nuclear” foram “eliminados”.

Conselho de Segurança da ONU

Em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, o secretário-geral Antonio Guterres lamentou a oportunidade diplomática “desperdiçada” e pediu uma desescalada imediata. “A ação militar carrega o risco de inflamar uma cadeia de eventos que ninguém pode controlar na região mais volátil do mundo”, afirmou.

O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, classificou a ofensiva como uma “agressão não provocada e premeditada”, um “crime de guerra e um crime contra a humanidade”. Em contrapartida, o embaixador dos EUA, Mike Waltz, defendeu a legalidade da ação militar, declarando que “o Irã não pode ter uma arma nuclear”. Os embaixadores da China e da Rússia também expressaram preocupação e condenaram os ataques, respectivamente.

O perfil do líder supremo

Ali Khamenei atuava como líder supremo do Irã desde 1989, sucedendo o aiatolá Ruhollah Khomeini, fundador da república islâmica após a revolução de 1979. No cargo, ele detinha a autoridade máxima sobre todos os ramos do governo, as forças armadas e o judiciário, além de ser o líder espiritual do país. Sua liderança se estendeu por mais de 35 anos.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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