Por Kleber Karpov
Enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem de todo o Brasil preparam uma mobilização em Brasília para o próximo dia 17 de março. O ato, intitulado Marcha em Defesa do Piso Salarial da Enfermagem e pela Aprovação da PEC 19, é organizado pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais e tem como objetivo principal pressionar por um reajuste real do piso da categoria, que acumula perdas inflacionárias, e por melhores condições de trabalho.
Reajuste de outras categorias acende debate
A pauta da Enfermagem ganha força após o Governo Federal sancionar, nesta semana, uma Medida Provisória que reajustou o piso salarial dos professores da educação básica. O aumento de 5,4% para 2026 elevou o salário da categoria de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em uma jornada de 40 horas, garantindo um ganho real acima da inflação projetada para 2025.
Este movimento governamental colocou em foco a disparidade com a situação da Enfermagem. O piso da categoria está sem qualquer reajuste há três anos, o que resultou em uma perda de poder aquisitivo com uma defasagem de quase 22% em relação à inflação acumulada no período.
“É imprescindível que a Enfermagem tenha um piso que reflita a complexidade e a relevância de seu trabalho para o SUS e para a população brasileira. O reajuste automático é tão crucial para nós quanto foi discutido recentemente para outras categorias”, destaca o presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).
Unidade nacional por direitos e dignidade
Promovida pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais com o apoio de sindicatos e instituições de ensino, a marcha visa demonstrar a unidade nacional da categoria. A mobilização busca não apenas pressionar parlamentares, mas também sensibilizar a sociedade sobre a urgência da aprovação da PEC 19, com a expectativa de que ocorra ainda no primeiro semestre de 2026.
O presidente do Cofen classifica o ato como um momento histórico para reafirmar direitos e construir um consenso político. A pauta impacta diretamente mais de 2,8 milhões de profissionais de Enfermagem no Brasil, e a mobilização reforça que, sem recomposição salarial e melhores condições laborais, a sustentabilidade da profissão no país está ameaçada.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











