Lula lembra covid em mutirão do SUS e diz que saúde não tem lado político

Ação em 45 hospitais universitários busca reduzir filas para especialistas e cirurgias eletivas

Por Kleber Karpov

Em um mutirão de atendimentos hospitalares promovido pelo governo neste sábado (13/Set), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lembrou o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) durante a pandemia de covid-19 e afirmou que não há esquerda ou direita quando se fala na saúde da população. A visita ocorreu no Hospital Universitário de Brasília (HUB), unidade ligada à Universidade de Brasília (UnB).

“Em se tratando de saúde, você não tem esse negócio de direita e esquerda, tem é pessoas comprometidas com a saúde do povo brasileiro”, disse Lula, em referência ao trabalho dos profissionais do SUS. Para uma plateia de funcionários e pacientes, o presidente brincou sobre a necessidade de mais ações como essa: “A gente paga hora extra, agora é o seguinte, a gente vai ter que fazer mais”, disse Lula.

É um milagre que está acontecendo neste país para fazer com que todo mundo seja tratado em igualdade de condições. A doença não espera. Com esse programa, a ideia é fazer com que possamos dar o atendimento na qualidade que o povo precisa”,

Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente

Ação nacional

O evento, chamado de “Dia E”, mobilizou 45 hospitais em 25 estados, todos geridos pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Em um único dia, foram realizadas cerca de 2 mil cirurgias eletivas, 4,5 mil consultas com especialistas e 22,7 mil exames previamente marcados. A força-tarefa contou com a participação de mais de 3,2 mil profissionais, incluindo 2,5 mil médicos, enfermeiros e técnicos, além de aproximadamente 700 estudantes.

Essa é a segunda edição do mutirão neste ano. A primeira, em julho, realizou mais de 12 mil procedimentos. Uma terceira edição está prevista para dezembro.

Estratégia para reduzir filas

A ação faz parte do programa “Agora Tem Especialistas”, com o qual o governo federal pretende diminuir a longa espera por atendimentos no SUS. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o programa também prevê a viabilização de atendimentos na rede privada, e cerca de 190 hospitais já demonstraram interesse em aderir.

O presidente da Ebserh, Arthur Chioro, anunciou a meta de aumentar em 40% o número de cirurgias em hospitais universitários. “Isso não significa só números. Na vida das pessoas significa a chance de viver com dignidade. Muitas vezes, de ter seu diagnóstico feito no momento certo”, frisou Chioro.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que é médico anestesista, também discursou no evento e exaltou o SUS como um patrimônio do povo brasileiro.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

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