Jofran Frejat questiona condução e terceirização da Saúde do DF

Criticas aconteceram durante homenagem ao Dia do Médico na Câmara Legislativa na última semana.

Por Kleber Karpov

Na quinta-feira (5/Out), os deputados distritais, Celina Leão (PDT) e Bispo Renato Andrade (PR), realizaram, em conjunto, uma Sessão Solene na Câmara Legislativa do DF (CLDF), em homenagem ao Dia do Médico (5/Nov). Durante o evento 120 médicos do DF e do entorno foram receberam Moção de Louvor pelos relevantes serviços prestados à população do DF.

Entre os homenageados, estava o ex-candidato ao governo do DF, ex-deputado federal, ex-secretário de Saúde do DF, Jofran Frejat, que compôs a mesa junto a presidente da CLDF, Celina Leão, Bispo Renato, além do conselheiro do Conselho Regional de Medicina do DF (CRM-DF), Luiz Fernando Galvão Salinas, da vice-presidente do Conselho do Grupo Sabin, Sandra Soares Costa, do presidente do Conselho de Saúde do DF, Helvécio Ferreira, o secretário e da adjunta da Secretaria de Estado de Saúde do DF, Fábio Gondim e Eliene Berger, respectivamente, do presidente do Sindicato dos Médicos do DF (SindMédico-DF), Guttemberg Fialho.

Em discurso Frejat lembrou a importância do trabalho dos médicos em relação á sociedade, da atuação à frente da Secretaria de Saúde e os 53 nos de profissão. “Nossa profissão exige um grau de dedicação a nosso semelhante como nenhuma outra. E isso obriga compromisso, lealdade, abnegação, resignação e renuncia qualidades que certamente trouxemos de nosso berço e aprimoramos no decorrer dos anos e na vida profissional. Defrontamos no dia-a-dia com o cansaço da dura labuta, a incompreensão dos leigos, a ausência de gratidão dos beneficiados, a indiferença dos descrentes, a infâmia dos invejosos e com a solidão de ser a última instância terrena de decisão.”, afirmou Frejat, que não perdeu a oportunidade de sugerir uma reflexão em relação a gestão da Saúde do DF.

“Vale aqui uma observação já que nos encontramos em um momento que merece atenção. A quem serve a visível precarização do sistema público de saúde. Através deles que os pobres têm a chance de acesso aos serviços de saúde. Não só os preventivos como os de maior complexidade, como os transplantes, implantes, cirurgias cardíacas, medicamentos de alto custo. Quando no passado esses pobres tiveram acesso a esses procedimentos? A leitura para esse tipo de atitude é que além de driblar a Lei de Responsabilidade Fiscal dá ao seu servidor público o rótulo de incompetente e incapaz de oferecer e prestar bons serviços. A própria história dos serviços públicos de saúde de Brasília desmente essa premissa. Como explicar, por exemplo, que foram competentes, em passado recente, e hoje não mais o são? Onde está o algoz, nos servidores ou na gerência? A solução seguramente não passa pela entrega ao setor privado ou a terceiros.  Nós, que fomos modelo e exemplo, copiado, precisamos copiar outros modelos e eficiência duvidosa?  Será que hospitais terceirizados vão atender além da sua capacidade colocando pacientes graves em macas nos corredores das emergências ou vão permanecer bonitinhos e arrumadinhos transferindo-os para os hospitais públicos que não os pode recusar? Alguém acredita que uma organização privada, social, ou não, dispõe a administrar um hospital sem perspectivas de lucro? Aos que tem dúvidas perguntem-se, se essas organizações se envolve com medicina preventiva, vacinações, etc. Não dá retorno imediato! O lucro está nos procedimentos de hospitalares de alta e média complexidade. Esse sim tem resposta financeira e notoriedade. É a exploração do filão do velho adagio popular que só se dá valor a saúde quando se perde. Prevenir? Isso é função do estado!  E como será o futuro dos funcionários efetivos? Serão paulatinamente substituídos por celetistas? Terão os seus salários congelados no tempo como no velho Inamps [ Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social]? E os novos serão as vantagens adquiridas as duras penas, como carga horária e outras? Deixo ao pensamento dos meus colegas e nas mãos de vossas excelências, deputados, essas considerações.”

Das UBSs às ruas: rede de saúde do DF acolhe pessoas em situação vulnerável

Por Kleber Karpov As equipes do Consultório na Rua totalizaram...

Farmácia oncológica reforça atenção a pacientes no hospital de Taguatinga

Por Kleber Karpov O Hospital Regional de Taguatinga consolidou relevância...

Senado debate fraudes em contratos de saúde em audiência solicitada pelo Sindicato dos Médicos do Ceará

Por Kleber Karpov Problemas estruturais na gestão sanitária brasileira ganham...

Ações de prevenção às drogas alcançam mais de 3 mil estudantes no DF em 2026

Por Kleber Karpov Entre maio e outubro de 2026, programas...

Bets entram no centro das discussões do debate jurídico e econômico no STF

Por Kleber Karpov Representantes de diversas agremiações esportivas brasileiras manifestaram...

IGESDF prepara profissionais para tornar atendimento no SUS mais ágil e eficiente

Por Kleber Karpov O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde...

Solidariedade feita à mão leva 80 turbantes a pacientes oncológicas do Hospital de Base

Por Kleber Karpov Um mutirão de artesanato movido pela solidariedade...

Anvisa interdita parte de terminal no Porto de Santos (SP)

Por Kleber Karpov A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)...

Destaques

Das UBSs às ruas: rede de saúde do DF acolhe pessoas em situação vulnerável

Por Kleber Karpov As equipes do Consultório na Rua totalizaram...

Farmácia oncológica reforça atenção a pacientes no hospital de Taguatinga

Por Kleber Karpov O Hospital Regional de Taguatinga consolidou relevância...

Senado debate fraudes em contratos de saúde em audiência solicitada pelo Sindicato dos Médicos do Ceará

Por Kleber Karpov Problemas estruturais na gestão sanitária brasileira ganham...

Ações de prevenção às drogas alcançam mais de 3 mil estudantes no DF em 2026

Por Kleber Karpov Entre maio e outubro de 2026, programas...

Bets entram no centro das discussões do debate jurídico e econômico no STF

Por Kleber Karpov Representantes de diversas agremiações esportivas brasileiras manifestaram...