Por Kleber Karpov
O Hospital Regional do Gama (HRG) ampliou, desde o início de fevereiro, a assistência neonatal ao implementar o exame de Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico (Peate), conhecido como Bera. Realizado na própria maternidade antes da alta hospitalar, o teste é direcionado a recém-nascidos com indicadores de risco para deficiência auditiva, visando agilizar o diagnóstico e complementar o teste da orelhinha.
A iniciativa representa um avanço para a unidade, que, segundo informações da Agência Brasília, realiza mais de 300 partos por mês. “Antes, realizávamos apenas o teste padrão da orelhinha. Agora, também estamos fazendo o Peate, que é um exame mais detalhado”, explicou a coordenadora de fonoaudiologia da maternidade do HRG, Maria Paula Toledo.
O Peate é um exame complementar ao teste da orelhinha e integra a triagem neonatal, que inclui ainda os testes do olhinho, da linguinha, do coraçãozinho e do pezinho. Ele permite avaliar, de forma precoce, a integridade do sistema auditivo em bebês que apresentam fatores de risco para perda auditiva.
Fluxo de atendimento
Anteriormente, os bebês que necessitavam do exame eram encaminhados para outras unidades de saúde após a alta, o que resultava em uma elevada taxa de ausências. “Enfrentávamos uma taxa elevada de faltas, principalmente pela dificuldade de deslocamento das mães. Com a realização do exame aqui no HRG, o processo ficou mais ágil e acessível”, afirmou a fonoaudióloga Priscila Oliveira.
O procedimento é realizado com o bebê calmo, preferencialmente dormindo. Eletrodos são colocados na testa, nas bochechas e na nuca, e um dispositivo semelhante a um fone de ouvido emite estímulos sonoros. O equipamento registra a resposta elétrica do nervo auditivo e, caso a falha persista, o recém-nascido é encaminhado ao serviço de saúde auditiva por meio do Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde.
Segurança para as famílias
Tatiara dos Santos, de 31 anos, mãe da recém-nascida Maria Hellena Silva, foi uma das beneficiadas pelo novo serviço. “Saber que minha filha pôde fazer o exame aqui mesmo, sem precisar ir para outro hospital, foi um alívio. A gente se sente mais segura fazendo tudo ainda na maternidade”, disse.
A chefe do Núcleo de Saúde Funcional do HRG, Kássia Araújo, ressaltou que a audição é fundamental para o desenvolvimento da linguagem e da comunicação, tornando o diagnóstico precoce essencial.
“Identificar precocemente possíveis perdas auditivas permite iniciar intervenções no momento certo, aumentando as chances de sucesso antes da fase escolar. A Secretaria de Saúde oferece um fluxo de atendimento para assegurar que as crianças recebam o suporte necessário antes do início da alfabetização”, disse Kássia Araújo
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.












