Por Kleber Karpov
O governador Ibaneis Rocha participou, na manhã deste sábado (21/Mar), do pré-lançamento do evento “Correndo ou Pedalando Contra o Feminicídio”, realizado na Floresta Nacional de Brasília (Flona), em Taguatinga Sul. A iniciativa busca utilizar o esporte como ferramenta de conscientização e mobilização para o combate à violência contra a mulher.
Durante o evento, o governador destacou a violência doméstica como uma de suas principais preocupações, ao lado do incentivo ao esporte. Ele afirmou que o governo tem atuado de forma concreta para enfrentar o problema, indo além da preocupação e partindo para a ação direta.
Ibaneis Rocha listou medidas implementadas por sua gestão para proteger as mulheres no Distrito Federal. Entre as ações citadas estão a criação da Secretaria da Mulher, a construção de unidades da Casa da Mulher Brasileira e a garantia de gratuidade no transporte público para vítimas de violência.
O chefe do Executivo também mencionou a criação de uma pensão destinada aos filhos de vítimas de feminicídio. “E fiz uma coisa que eu não gostaria de [precisar] ter feito, que foi criar uma pensão para os filhos das vítimas de feminicídio. Infelizmente, hoje nós temos centenas de crianças nessa situação, para vocês saberem o tamanho da gravidade. Então, é uma preocupação muito grande, é uma bandeira que tem que ser defendida”, ressaltou.
Esporte e mobilização social
O pré-lançamento foi organizado pelos grupos Pedal Cor de Rosa, Brutas e Pedal do Zeca, e contou com um café da manhã e sorteio de brindes para os participantes. A ação serviu como prévia para o evento principal, programado para ocorrer em agosto, no Parque da Cidade.
A idealização do projeto partiu de uma experiência pessoal de sua organizadora. Jessica Cytrus, fundadora do grupo Brutas, relatou ter sido vítima de violência doméstica, o que a motivou a ampliar o propósito de seu coletivo para incluir o combate ao feminicídio.
“É uma luta à qual precisamos dar voz e visibilidade. É um evento novo, inédito, que vai ocorrer em agosto, no Parque da Cidade, e o objetivo é o enfrentamento ao feminicídio. A ideia nasceu depois que eu fui vítima de violência doméstica em casa e quase morri. Então resolvi ampliar meu objetivo de vida, unindo o projeto Brutas ao enfrentamento do feminicídio, depois do que vivi”, disse Jessica Cytrus.
Participantes do encontro também reforçaram a importância da causa. A analista de TI Dayane Freire defendeu a necessidade de fortalecer as mulheres para que se sintam encorajadas a denunciar. Já a personal trainer Thaís Than afirmou que as mulheres precisam ocupar todos os espaços com segurança e liberdade.
Políticas de proteção à mulher no DF
O Distrito Federal possui um Plano Distrital de Combate à Violência contra a Mulher, instituído pela Lei nº 14.899/2024. A legislação estabelece metas e projetos estratégicos para a prevenção e o enfrentamento de diversas formas de violência de gênero.
Dados do Observatório de Violência contra a Mulher e Feminicídio indicam a dimensão do problema na capital. No primeiro semestre do ano anterior, foram realizados 24.983 atendimentos psicossociais, com o acolhimento de 11.226 mulheres em situação de vulnerabilidade.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.










