Gaeco cumpre 11 mandados de busca e apreensão em nova fase da Operação Krampus

Investigação apura suspeitas de corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa na promoção do “Natal Encantado 2024”

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) realizou, nesta quinta-feira, 15 de maio, a segunda fase da Operação Krampus. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal. A ação, autorizada pela 8ª Vara Criminal de Brasília, busca aprofundar as investigações sobre um complexo esquema criminoso na contratação e realização do evento “Natal Encantado 2024”.

A investigação apura suspeitas de corrupção ativa e passiva, peculato (desvio de dinheiro por funcionário público), lavagem de dinheiro e organização criminosa em um contrato de R$ 14,3 milhões assinado entre a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) e a Associação Amigos do Futuro. A apuração foi intensificada após uma primeira fase, iniciada em 30 de dezembro de 2024, durante o recesso judicial.

Segundo as investigações, há fortes indícios de que a Associação Amigos do Futuro, escolhida pela Secec, teria sido usada como uma entidade de fachada. Apurações indicam que a associação não tinha capacidade para realizar o evento e serviria apenas para repassar a maior parte do dinheiro a um grupo de empresários. Estes empresários já teriam relações de amizade e negócios anteriores com o presidente da associação e entre si.

Além do possível direcionamento irregular do contrato, as investigações revelaram um superfaturamento estimado em R$ 5.865.430,00. Esse valor teria surgido de manobras como a mudança no objeto do contrato após a escolha da entidade – reduzindo os locais do evento de quatro para apenas um (a Esplanada dos Ministérios) – ,seguida por um aumento não justificado do valor total, quando o esperado seria uma redução. Também foram identificadas a inclusão de itens e serviços duplicados ou não previstos originalmente e a não execução completa de serviços contratados, como a entrega de um número menor de banheiros químicos e a ausência de ambulâncias e postos médicos conforme o planejado.

A operação teve o apoio do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O objetivo é colher mais provas para desarticular completamente o suposto esquema criminoso e responsabilizar todos os envolvidos.

 

FonteMPDFT

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