Por Kleber Karpov
O programa Consultórios na Rua, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), realizou 20,6 mil atendimentos individuais a 7.158 pessoas em situação de vulnerabilidade ao longo de 2025. Conforme balanço divulgado em (27/Fev), as equipes multidisciplinares ofereceram serviços de saúde itinerantes que incluíram consultas clínicas, troca de curativos, coleta de exames, vacinação e encaminhamento para unidades especializadas da rede pública.
Perfil dos pacientes
No período analisado, o total de 7.158 pacientes em situação de rua foi acolhido pelas equipes do programa. Entre os problemas de saúde mais recorrentes identificados durante os atendimentos, destacam-se a hipertensão arterial, transtornos mentais e condições relacionadas ao abuso de drogas.
A gerente de Atenção à Saúde de Populações em Situação Vulnerável e Programas Especiais (Gaspvp) da SES-DF, Marianna Zambelli, aponta a necessidade de observar o perfil etnorracial da população atendida. Segundo ela, a maioria dos pacientes é composta por pessoas pretas e pardas, um reflexo de fatores sociais mais amplos.
“Esse dado reflete o racismo estrutural e a desigualdade histórica que empurram essa parcela da população para a vulnerabilidade extrema e a exclusão habitacional”, afirma.
Acesso à saúde
As equipes de Consultório na Rua (eCR) são formadas por profissionais de diversas áreas, como médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais. A atuação ocorre de forma itinerante e em parceria com as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), levando o serviço diretamente aos locais onde a população vulnerável se encontra.
Zambelli ressalta que a iniciativa transcende o cuidado clínico, representando um esforço para garantir cidadania e dignidade. A estratégia busca assegurar que a exclusão social não se converta em uma barreira de acesso ao sistema de saúde, conforme estabelecido pela Constituição Federal.
“O Consultório na Rua é a ferramenta que rompe os muros invisíveis das unidades de saúde. Ao levarmos a equipe até o território, garantimos que a invisibilidade social não se transforme em invisibilidade assistencial”, reforça a profissional.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











