18.5 C
Brasília
21 mar 2026 03:47

Conselhos de Enfermagem repudiam desmonte da Rede Cegonha

Portaria 715/2022 ignora avaliação técnica e dispositivos legais para impor o fim de política pública bem sucedida

O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e os conselhos regionais de Enfermagem (CORENs), publicaram nota contra o desmonte da Rede Cegonha, política pública do Ministério da Saúde (MS) de assistência ao pré-natal e puerpério.

Em nota, o Sistema Cofen/CORENs, aponta a instituição, unilateral, da Rede Materno e Infantil (RAMI), baseada na atuação do médico obstetra, enquanto ignora a assistência às crianças, além de excluir as enfermeiras obstetras.

Confira a nota, na íntegra

Nota oficial contra o desmonte da Rede Cegonha

O Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem repudia a Portaria MS 715/2022, que desmonta a Rede Cegonha, mais bem-sucedida política pública de assistência ao pré-natal, parto e puerpério no Brasil.

O Ministério da Saúde ignorou dispositivos legais, evidências científicas e apelos ao diálogo da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Conselho Nacional de Saúde (CNS) e outras instâncias de controle social, ao instituir unilateralmente a Rede Materno e Infantil (RAMI), que dá ênfase à atuação do médico obstetra sem contemplar a assistência às crianças e excluindo as enfermeiras obstétricas.

A atuação qualificada da Enfermagem Obstétrica é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como primordial para a redução da mortalidade materno-infantil. As enfermeiras obstétricas contribuem para evitar, identificar e tratar precocemente complicações, com o devido encaminhamento, quando necessário.

Reconhecemos a importância dos especialistas na retaguarda. A atenção ambulatorial especializada deve, porém, respeitar a regionalização, contribuindo para qualificar – e não substituir – a atuação multidisciplinar. Compartimentar o atendimento e enfraquecer a atuação das equipes multidisciplinares não contribui para a redução da mortalidade materno-infantil. A cobertura universal de Saúde, com qualidade e resolutividade da assistência, é a estratégia mais eficaz para garantir um nascimento seguro e respeitoso para mulheres e crianças.

Neste Dia Mundial da Saúde (7 de abril), destacamos a importância da Enfermagem para a universalização da assistência e pedimos a revogação imediata a Portaria MS 715/2022 e a garantia do direito das mulheres brasileiras ao planejamento reprodutivo, à assistência humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério (pós-parto), e das crianças a um nascimento seguro e desenvolvimento saudável.

Conselho Federal de Enfermagem

Conselhos Regionais de Enfermagem

FonteCofen

Circulação do vírus da gripe está em alta em várias regiões do país

Por Kleber Karpov A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertou, por...

Prazo para pagar segunda parcela do IPVA começa segunda (23)

Por Kleber Karpov Proprietários de veículos no Distrito Federal que...

DF deve cotar com 48 pontos de vacinação neste sábado (21)

Por Kleber Karpov A Secretaria de Saúde do Distrito Federal...

Dentistas em UTIs ajudam a prevenir infecções e podem salvar vidas

Por Kleber Karpov A atuação de cirurgiões-dentistas em Unidades de...

Destaques

Circulação do vírus da gripe está em alta em várias regiões do país

Por Kleber Karpov A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertou, por...

Ministério da Saúde se reúne com Banco dos BRICS para avançar implantação da rede nacional de hospitais inteligentes

Por Kleber Karpov O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cumpriu...

Estudante de Planaltina assume Secretaria de Justiça e Cidadania por um dia e vivência rotina de gestão

Por Kleber Karpov A estudante Ana Luísa Silva Pereira, de...

Prazo para pagar segunda parcela do IPVA começa segunda (23)

Por Kleber Karpov Proprietários de veículos no Distrito Federal que...

DF deve cotar com 48 pontos de vacinação neste sábado (21)

Por Kleber Karpov A Secretaria de Saúde do Distrito Federal...