Cobertura vacinal abaixo da meta eleva alerta para difteria

A difteria é uma doença transmissível que poderia ser confundida com uma dor de garganta. No entanto, quando não tratada, pode levar à morte e a forma mais eficaz de se combater essa doença é a prevenção por meio da vacinação. A vacina que previne contra a difteria é a Pentavalente, que previne também contra o tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenza tipo B.

A meta de cobertura vacinal estabelecida pelo Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde é de 95%. No DF a cobertura vacinal do primeiro quadrimestre de 2020 caiu em relação a 2019. De janeiro a abril deste ano a cobertura foi de 76,9%, muito abaixo em relação ao mesmo período do ano anterior, que foi de 90,5%.

No Distrito Federal, o último caso suspeito foi em 2019, que fora descartado com a investigação epidemiológica. O último caso confirmado foi em 2009, mas a doença pode acometer qualquer pessoa, de qualquer idade, que ainda não tenha sido vacinada.

A bactéria Corynebacterium diphtheriae, causadora da difteria, aloja-se frequentemente nas amígdalas, faringe, laringe, fossas nasais e, ocasionalmente, em outras partes do corpo, como pele e mucosas. É caracterizada por apresentar placas de cor branco acinzentado, que dependendo do tamanho e de onde estão localizadas, o paciente pode sentir dor de garganta. Nos casos mais graves, podem aparecer inchaços no pescoço e gânglios linfáticos (dando aspecto de pescoço taurino).

Sintomas e transmissão

Como os sintomas podem aparecer depois de seis dias da infecção, é preciso ficar atento ao quadro de infecção aguda da garganta com presença de placas ocupando as amígdalas e outras partes da garganta. Sintomas que podem estar presentes: dor de garganta podendo ser discreta, gânglios inchados no pescoço, palidez, fraqueza e a febre não é muito elevada mas as temperaturas altas não afastam o diagnóstico.

Apesar de os sintomas parecerem brandos, é necessário buscar atendimento médico o mais rápido possível para evitar complicações como dificuldade respiratória, problemas cardíacos, neurológicos, renais, que podem levar à morte se não tratados a tempo.

Prevenção

A única forma de prevenção é pela vacinação. No Distrito Federal, todas as salas de vacina dispõem das vacinas contra a difteria. Deve ser observado o calendário vacinal de cada indivíduo.
As crianças devem realizar as três doses da vacina Pentavalente: aos 2, aos 4 e aos 6 meses de vida; dois reforços com a DTP: aos 15 meses e 4 anos de idade. Já os adultos devem tomar um reforço da dT a cada 10 anos.

 

 

 

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