Por Kleber Karpov
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (27/Mar), dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua que apontam a menor taxa de desocupação da série histórica para o Brasil. O índice atingiu 5,8% no trimestre móvel encerrado em fevereiro de 2026, período que compreende os meses de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026. A queda reflete uma redução de mais de um milhão de pessoas na população desocupada em um período de 12 meses.
A taxa de 5,8% representa uma redução de um ponto percentual em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior. Em números absolutos, a população desocupada, que inclui pessoas sem emprego que procuraram ativamente por uma vaga nos últimos 30 dias, caiu de 7,3 milhões em 2025 para 6,2 milhões em 2026.
A retração é ainda mais expressiva quando comparada ao mesmo período de 2022, quando a taxa de desocupação era de 11,2%. A diferença representa uma redução de 5,4 pontos percentuais em quatro anos.
Rendimento médio em patamar recorde
Outro destaque da pesquisa foi o rendimento médio mensal real habitualmente recebido, que alcançou o novo recorde de R$ 3.679. O valor representa um aumento de 2% no período analisado e de 5,2% na comparação anual.
A massa de rendimento real habitual, que corresponde ao valor total recebido por todas as pessoas ocupadas, atingiu R$ 371,1 bilhões. O montante representa um crescimento de 6,9% no ano, um acréscimo de R$ 24,1 bilhões, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior. “O crescimento do rendimento vem sendo impulsionado pela grande demanda de trabalhadores, acompanhada de tendência de maior formalização em atividades de comércio e serviços”, afirmou Adriana Beringuy, coordenadora de PNAD do IBGE.
Ocupação e informalidade
O levantamento mostrou estabilidade no número de empregados no setor privado com carteira assinada, que totalizou 39,2 milhões de pessoas. O contingente de empregados sem carteira (13,3 milhões) apresentou uma redução de 342 mil pessoas no trimestre. Já os trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) e os trabalhadores domésticos (5,5 milhões) permaneceram estáveis.
A taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada, o que corresponde a 38,3 milhões de trabalhadores. O índice mostra uma leve queda em relação ao trimestre encerrado em novembro (37,7%) e ao trimestre de dezembro de 2024 a janeiro de 2025 (38,1%).
Os dados também indicaram uma queda de 14,9% na população desalentada no período de um ano, o que representa menos 477 mil pessoas. O contingente, que agrupa pessoas que desistiram de procurar emprego, totalizou 2,7 milhões.
Sobre a PNAD Contínua
A PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre força de trabalho no Brasil, realizada pelo IBGE. A amostra da pesquisa abrange 211 mil domicílios em 3.500 municípios, que são visitados trimestralmente por cerca de dois mil entrevistadores.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











